"O Conselho da União Europeia lança hoje a Missão de Parceria da UE na Arménia, ao abrigo da Política Comum de Segurança e Defesa. O objetivo desta missão civil de caráter consultivo é apoiar as autoridades arménias no reforço da resiliência do país perante ameaças híbridas e da sua capacidade para enfrentar desafios de segurança em constante evolução", anuncia em comunicado a instituição europeia.
A missão terá um mandato inicial de dois anos e assumirá um papel exclusivamente consultivo, sem competências executivas ou de intervenção nas decisões das autoridades arménias.
Segundo o Conselho da UE, a missão prestará aconselhamento estratégico, apoio técnico e reforço das capacidades institucionais de várias entidades nacionais, promovendo uma abordagem coordenada entre diferentes organismos do Estado para prevenir, detetar e responder a ameaças híbridas.
A missão criará ainda uma célula de projetos destinada a implementar ações específicas previstas no seu mandato, em cooperação com parceiros internacionais.
Citada pela nota, a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, aponta que a missão surge na sequência do pacote de apoio económico e político apresentado na semana passada a Erevan para ajudar o país a enfrentar a pressão da Rússia.
"Especialistas da UE apoiarão as autoridades arménias na resposta às ciberameaças, à desinformação e ao combate aos fluxos financeiros ilícitos", refere a chefe da diplomacia comunitária, indicando que a União Europeia é o principal apoiante de "uma Arménia resiliente e independente".
A missão foi criada a pedido do governo arménio e integra a estratégia europeia de reforço da segurança e da resiliência democrática do país.
A iniciativa insere-se na Agenda Estratégica UE-Arménia, aprovada em dezembro de 2025, que prevê um aprofundamento da cooperação bilateral, incluindo nas áreas da segurança e da defesa.
A nova missão é distinta da Missão da União Europeia na Arménia, criada em 2023, responsável pela observação da situação no terreno e pelo apoio às medidas de reforço da confiança e da segurança humana.
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