Universidade de Coimbra dedica XXIX Semana Cultural à harmonia

"A harmonia, de certa forma, vem como corolário natural de abordagens que procurámos fazer antes. Parece-nos também um tópico que faz sentido no termo de um ciclo e na passagem para um novo ciclo", destacou o vice-reitor da UC para a Cultura, Comunicação e Ciência Aberta, Delfim Leão.

A XXIX Semana Cultural terá como tema a harmonia e irá decorrer entre 01 e 15 de março de 2027, arrancando no dia em que se celebram os 737 anos da Universidade de Coimbra.

Durante a conferência de imprensa de anúncio do tema, Delfim Leão explicou que, depois de nos últimos anos terem explorado temas como voz, poesia e beleza, a escolha de harmonia assinala simbolicamente o encerramento de um ciclo de governação na UC e a preparação de uma nova etapa para a instituição, já que o novo reitor deverá ser eleito em finais de fevereiro ou início de março de 2027.

Inspirando-se na mitologia grega, o vice-reitor recordou que Harmonia é filha de Afrodite, deusa do amor, e de Ares, deus da guerra, uma imagem que considera ilustrativa da ideia central do tema.

"A universidade representa esta capacidade de, a partir de uma pluralidade de abordagens, de formas de pensar e de perspetivas, conseguir um equilíbrio", afirmou, esclarecendo que harmonia não significa ausência de conflito, mas antes a convivência entre diferentes sensibilidades e visões do mundo.

A conferência de imprensa serviu ainda para o vice-reitor desafiar os parceiros culturais da universidade a explorarem o tema nas suas múltiplas dimensões, desde a música e a literatura às artes performativas e plásticas, apresentando propostas até ao dia 31 de outubro.

"Temos a expectativa de que teremos nessa primeira quinzena de março do próximo ano uma proposta muito rica que nos ajudará realmente a densificar este conceito e, sobretudo, a celebrá-lo", vincou.

Questionado pelos jornalistas sobre a evolução do evento, Delfim Leão considerou ainda que esta iniciativa - criada para agregar e dar visibilidade à atividade cultural da academia - conheceu nos últimos anos uma reorganização que permitiu triplicar o público presencial e reforçar a participação dos parceiros culturais.

"O público, nestes anos presencial [depois da pandemia], praticamente triplicou e registou um crescimento de cerca de 300%, verificado também na maneira como os próprios grupos académicos parceiros aderiram. Estamos a falar de um crescimento quase da mesma grandeza, superior claramente a 200% dos grupos que passaram a ter um registo da sua atividade, um reconhecimento regular", informou.

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