Vandalismo na AR? "Acho mais provável o gato de Ventura ter desarrumado"

O antigo deputado da Iniciativa Liberal (IL) Bernardo Blanco comentou, na terça-feira, o caso de vandalismo no gabinete do Chega na Assembleia da República, considerando que "é mais provável o gato do André Ventura ter desarrumado aquilo tudo do que ter entrado lá alguém". 

"Se não houver um vídeo de um vândalo a entrar no gabinete, eu duvido muito que isto tenha acontecido", começou por referir num comentário na RTP Notícias.

"Eu acho mais provável o gato do André Ventura ter desarrumado aquilo tudo do que ter entrado lá alguém", atirou. "Quem se deixa enganar uma vez, é ingénuo. Quem se deixa enganar três ou quatro, é parvo. E eu acho que as pessoas não são parvas".

E questionou: "Quem é que ia roubar supostamente algum documento superconfidencial e desarruma aquilo tudo, arriscando-se a deixar mais provas?"

O liberal estranhou, ainda, o facto de os "jornais terem todos as capas viradas para cima", o serviço de segurança do Parlamento não ter ouvido ou visto nada durante as suas rondas, primeiro deputado do Chega a chegar ao gabinete ter entrado às 7h00, numa altura em que a Assembleia não estava a funcionar, e o alegado desaparecimento de uma pen que não foi reportado à Polícia Judiciária.

Se não houver um vídeo de um vândalo a entrar no gabinete de Ventura... Acho mais provável o gato do Chega ter desarrumado aquilo tudo do que alguém ter lá entrado.

Como os portugueses não são parvos, deixo aqui alguns pontos muitos estranhos desta história! pic.twitter.com/aQdOLY2jhV

— Bernardo Blanco (@BernardoMBlanco) July 28, 2026

Na manhã de terça-feira, o presidente do Chega divulgou um vídeo nas redes sociais alegando que o seu gabinete na Assembleia da República teria sido invadido e remexido. A PJ confirmou ao Notícias ao Minuto que efetuava diligências no local, através da Unidade Nacional Contraterrorismo.

Posteriormente, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o líder do Chega declarou que desapareceram no seu gabinete documentos relacionados com o primeiro-ministro e com a comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves como diretor da Polícia Judiciária que o partido pretende criar.

André Ventura disse que "alguém se introduziu" no seu gabinete, "vandalizando o próprio gabinete e levando algumas coisas".

O líder do Chega indicou que, além de pertences pessoais, "desapareceram dois tipos de documentos e também 'pens'".  Um dos lotes referente à "comissão de inquérito a Luís Neves" e o outro com "informação política relacionada com o gabinete do primeiro-ministro, e já tinha mais de um ano".

Ventura recusou que se tenha tratado de uma encenação e queixou-se de "um ato de intimidação e um ato de condicionamento" devido ao "que desapareceu e pela forma como foi feito".

O deputado fez também uma relação direta entre esta situação e o facto de na sexta-feira ter dito que tinha na sua posse "documentos relevantes" sobre o atual ministro da Administração Interna.

Caso no gabinete de Ventura divide:

Caso no gabinete de Ventura divide: "Inconcebível" ou "milagres cénicos"?

Opiniões divergem no que diz respeito ao alegado ato de vandalismo no gabinete do líder do Chega, André Ventura, na Assembleia da República. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou ser algo "inconcebível numa democracia madura", enquanto o ex-deputado do PCP Miguel Tiago atirou que Ventura está "a menosprezar a inteligência dos portugueses". Que foi dito?

Notícias ao Minuto | 18:55 - 28/07/2026