Ao som do clássico “Beat It”, de Michael Jackson, o videógrafo Luz Palojak criou um vídeo inteiramente feito por Inteligência Artificial (IA) com um twist: só mostra tradições portuguesas. A publicação foi feita no Instagram esta terça-feira, 22 de setembro, e já se tornou viral.
“Queria mostrar o que a IA pode realmente fazer, porque a maioria das pessoas só vê o seu lado mau”, conta à NiT o videógrafo, natural de Kosovo, que vive atualmente na Suíça. “Viajo muito e tenho sempre contacto com culturas, comidas e hábitos diferentes. No fundo, cada país tem algo de que se orgulha e é esse orgulho que procuro.”
Nos últimos meses, o também fotógrafo, de 32 anos, já tinha feito vídeos semelhantes inspirados em países como Suíça, Venezuela, Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Brasil, entre outros. Em setembro, foi Portugal o grande escolhido.
“Já estive em Portugal várias vezes e é um país lindíssimo”, aponta. “Visitei o Porto, Lisboa e Algarve, duas vezes como turista e as outras duas para casamentos. Já fui a quatro cerimónias portuguesas e a próxima já está marcada para o próximo ano.”
Este contacto com o nosso País fez com que Luz conhecesse as tradições nacionais. Além disso, o facto de ter crescido na Suíça, um país escolhido por milhares de portugueses, também ajudou a criar a obra. “Metade dos meus amigos são portugueses, por isso, muita coisa já sabia”.
No vídeo viral, aparecem cenas criadas na Praça do Comércio, na zona ribeirinha do Porto, no rio Douro, entre outras regiões. Além disso, mostra personagens com trajes tradicionais, um surfista (em referência à cultura portuguesa do surf) e, claro, muita comida e cerveja.
“Perguntei a alguns amigos sugestões e eles enviaram-me as suas próprias listas, como a lata de bolachas com o kit de costura lá dentro, os sousplats de croché em tudo, os santos na sala de estar, o Atlântico, o Benfica contra o Porto na mesa de jantar e a Super Bock contra a Sagres”, aponta.
Ao todo, Luz demorou cerca de duas horas a criar o vídeo de IA. A parte mais desafiante em todas as publicações é sempre a mesma: descobrir as tradições, verificar os detalhes e decidir “quais clichês” as pessoas vão realmente reconhecer. “Num mundo tão acelerado e caótico, gosto de colocar no ecrã algo que as pessoas fiquem felizes por ver.”