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O Presidente ucraniano anunciou esta quarta-feira ter estado reunido com os emissários norte-americanos para reavivar a diplomacia e encontrar uma solução para a guerra com a Rússia, quando as negociações estão num impasse.
“Foi uma conversa frutífera e importante sobre a forma de redinamizar a diplomacia e fazer avançar a paz. A paz é necessária – uma paz com dignidade – e a Ucrânia está pronta para isso há muito tempo”, escreveu Volodymyr Zelensky nas redes sociais, referindo-se a Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do Presidente norte-americano, Donald Trump.
I just spoke with President Trump's envoys Steve Witkoff @SEPeaceMissions and Jared Kushner @jaredkushner. It was a good, important conversation on how to reinvigorate diplomacy and bring peace closer. Peace is needed – peace with dignity, and Ukraine has long been ready for it.… pic.twitter.com/XvqrLjZs8s
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 22, 2026
Na sequência de manifestações de apoio ao ex-ministro da Defesa, o chefe de Estado ucraniano substituiu na terça-feira o comandante do exército, Oleksandre Syrsky, que se encontrava no centro de um conflito com Mykhailo Fedorov, sobre a forma de conduzir a guerra.
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No final de junho, o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou aguardar a chegada dos negociadores norte-americanos para retomar as negociações, mais de quatro anos após o início da guerra.
Os esforços de mediação norte-americanos entre Kiev e Moscovo estão paralisados desde o início da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro, com a atenção de Washington voltada para o Irão.
As negociações anteriores entre as partes beligerantes não conduziram ao cessar-fogo pretendido pela Ucrânia e pelos aliados europeus, com a Rússia a insistir na necessidade de estabelecer as bases para um acordo de paz definitivo, em vez de uma pausa nos combates.
As negociações esbarram, nomeadamente, na questão dos territórios reivindicados pela Rússia na Ucrânia. Moscovo exige a retirada total do exército ucraniano do Donbass, no leste do país, o que Kiev recusa.