Silêncios de chumbo

Opinião Nota Editorial

O caso Luís Neves ultrapassa o próprio. Expõe a qualidade dos critérios com que o exercício do poder é avaliado na esfera pública. A questão essencial não é saber se um ministro está ou não sujeito a escrutínio. Está. Deve estar. Quem vem de uma área muito sensível do Estado, como a investigação criminal, carrega uma responsabilidade acrescida: a confiança pública não é um detalhe, é a base da autoridade democrática.

ONU alerta: El Niño vai ganhar força e elevar risco de eventos extremos

O fenômeno climático El Niño deve continuar se intensificando nos próximos meses e atingir uma fase de alta intensidade entre agosto e outubro de 2026, segundo uma nova atualização divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) especializada em clima e meteorologia.

A Fonte

Opinião Colunistas Segurança Interna

A conduta do ex-DN/PJ tem dominado a atual agenda mediática! Ao centrar-se na procura da aferição da culpa e da sua dimensão, ou o oposto, a verdade é que não foi devidamente analisada a origem de toda a informação, sendo esta a maior das certezas que dali resultou. Faltando determinar quem, sabe-se o suficiente para imputar a fonte a um Órgão de Polícia Criminal. Será alguém que na posse daquela informação, dentro da PJ, com a noção que dali não resultariam consequências judiciais face ao enquadramento das hipotéticas irregularidades, optou por uma exposição pública suscetível de potenciar uma dimensão punitiva mais impactante e significativa.

Convites

Opinião Colunistas Nação Valente

Pedro Sánchez está horrorizado com os 60 mil marroquinos que invadiram Ceuta. Não devia. Foi ele quem os convidou. Primeiro, com um insano processo de regularização em massa que previa abranger 500 mil imigrantes ilegais - e que acabou por receber quase 1,2 milhões de pedidos. Depois, ao não alterar uma lei de imigração que impede a devolução sumária de quem tenta entrar a nado em Ceuta. A mensagem que passou era óbvia: venham, serão acolhidos e, quem sabe, um dia legalizados.

Estranha cumplicidade

Opinião Colunistas Antena Paranoica

Terminou no domingo o pior ‘Casados à Pri- meira Vista’ da história da SIC, premiado com a liderança das audiências do dia porque a barracada era tanta que umas boas risadas sempre ajudam a aliviar a tristeza dos tempos que correm.

Lume brando

Opinião Colunistas Círculos de fogo

As guerras atuais “ardem em lume brando”. Mas tudo parece ao contento de todos. No Médio Oriente, os EUA procuram sair deste conflito, mantendo o seu domínio de décadas na região. O que não parece fácil. O Irão, por seu lado, pretende continuar a sua estratégia de expansionismo revisionista, apoiado pelas suas “tropas de choque”. Ambos parecem encaixar-se neste confronto de “lume brando”. Para Israel, este é “quase” o melhor dos mundos.

Os pobres como arma política

Opinião Colunistas

Não é a primeira vez que Ceuta, território autónomo de Espanha encravado em Marrocos, é invadida por hordas de migrantes pobres a sonhar com o milagre europeu. Mas é raro ver, como agora, imagens de milhares de marroquinos a passar, pelo mar, uma frágil fronteira guardada por 15 polícias e 40 guardas civis que o Estado espanhol, negligentemente, não reforçou. O fluxo migratório excecional de Marrocos para aquele enclave não pode ser explicado só pela recente legislação do Supremo Tribunal, em Madrid, que não expulsa migrantes que cheguem por via marítima, como é o caso atual.

Suspeito de homicídios é preso dentro de trem no interior de Minas

Minas Gerais

Jovem de 18 anos, suspeito de integrar organização criminosa, foi capturado pela PM quando o trem parou na estação de Conselheiro Pena

31/07/2026 20:29

Belo Horizonte – Um jovem de 18 anos, suspeito de envolvimento em homicídios na capital mineira, foi preso na manhã desta sexta-feira (31/7) dentro do trem de passageiros Vitória-Minas, na estação ferroviária de Conselheiro Pena, no Vale do Rio Doce.

F de fraude, F de Fauci

Lembram-se de Anthony Fauci? O Congresso dos EUA lembra-se, e está a investigar a respectiva conduta no tempo da Covid, quando o indivíduo dirigia o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas. Aliás, a investigação começou há três anos, e na primeira ocasião em que falou na câmara dos representantes, em Junho de 2024, o sr. Fauci admitiu meia-dúzia de pormenores relevantes: 1) a hipótese de o vírus ter saído de um laboratório em Wuhan; 2) o instituto que dirigia financiou indirectamente o tal laboratório sem supervisionar o que aí se passava; 3) a recomendação de distanciamento social de 1,8 metros (6 pés) “simplesmente apareceu” e não se baseou em estudos científicos rigorosos na altura em que foi implementada; 4) não havia estudos que recomendassem o uso de máscaras por crianças; 5) a eficácia e a durabilidade das vacinas eram limitadas.