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Observador, é meio-dia. Este é o Jornal do Meio-Dia com a edição do Miguel Cordeiro. Miguel, quatro homens foram esfaqueados na última noite, na via pública, às portas de Lisboa, em Sacavém, no Conselho de Loures. Três deles estão em estado grave.
A notícia foi confirmada pela Rádio Observador junto de fonte da PSP. O autor dos esfaqueamentos está em fuga. Ainda não foi identificado, também ainda não foi encontrada a arma do crime. As autoridades receberam o alerta por volta da meia-noite. Foi na Rua Pero Escobar, em Sacavém, depois de uma altercação dentro de um café nas proximidades. Dos quatro feridos, três estão em estado grave, foram esfaqueados na zona abdominal, têm 61, 29 e 26 anos de idade. Cada um foi transportado para uma unidade hospitalar diferente, para o Hospital Santa Maria, para o São Francisco Xavier e para o Beatriz Ângelo. A Polícia Judiciária já está a investigar esta ocorrência.
E também na última madrugada, a PSP informa que um homem foi baleado, igualmente ontem à noite, em Camarate.
É também no Conselho de Loures. De acordo com fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, o alerta para um tiroteio chegou por volta das duas da manhã. Quando chegou ao local, a divisão policial de Vila Franca de Xira encontrou o homem de cerca de 30 anos baleado na virilha e encontraram também 12 invólucros de arma. O ferido foi transportado para o Hospital de São José, em Lisboa, em estado muito grave. Existe mais do que um suspeito neste tiroteio. Os responsáveis estão em fuga.
É um assunto para continuar a acompanhar aqui na Rádio Observador. E o presidente da República pede mais atenção e investimento para os territórios do interior e da raia.
De passagem por Vila Nova da Cerveira, António José Seguro deslocou-se para visitar a Bienal Internacional de Arte, neste distrito de Viana do Castelo, e disse que um país coeso não se mede pela força das capitais, mas sim pela vitalidade de todos os territórios.
Um país coeso não se mede pela força das suas capitais, mas pela vitalidade dos seus territórios. E Portugal precisa de cerveiras, de comunidades que resistam, que se reinventem, que atraiam quem vem de fora e não deixem ir quem quer ficar.
António José Seguro, presidente da República, a falar em Vila Nova da Cerveira, em Viana do Castelo.
Olhamos agora para o tempo para hoje e para os próximos dias, porque não parecem dias de verão. 14 distritos estão hoje em aviso amarelo por causa do risco de aguaceiros fortes e trovoada. Parece que, Miguel, a chuva veio para ficar.
Hoje vai ser o pior dia e vamos ter chuva durante toda a semana. Esta é a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. No caso do aviso amarelo, é praticamente para todo o país. Só Portalegre, Faro, Évora e Beja é que escapam este aviso amarelo por causa da chuva forte e trovoada. É um aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Há uma mudança significativa na temperatura, também nas condições meteorológicas, tudo por causa de uma depressão a nordeste dos Açores. E a meteorologista Patrícia Gomes, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, explica que este cenário vai ser assim durante toda esta semana.
Vamos continuar sempre com precipitação, que não significa que seja uma precipitação persistente. Não estará sempre a chover, mas chove todos os dias, por assim dizer, com períodos em que não ocorre precipitação. Tudo indica que essa precipitação será essencialmente, ou em especial, nas regiões Norte e Centro, a região Sul sempre com quantidades menores de precipitação e o vento com alguma intensidade apenas nas terras altas.
Chuva, trovoada, granizo, vento forte. O sol, neste mês de agosto, só deve voltar mesmo nos últimos dias.
E o presidente da Ucrânia volta a rejeitar convocar eleições enquanto a guerra com a Rússia não terminar. Alerta que esse cenário iria levar a uma divisão no país.
É um enorme risco, é o que diz Zelensky, analisar essa hipótese de uma ida às urnas em tempo de guerra. Mykhailo Fedorov, antigo ministro da Defesa, foi afastado do governo no mês passado e nas redes sociais publica um vídeo em que apela à convocação de eleições. Diz que a democracia não pode ser tomada refém pela Rússia. Mas a Ucrânia está em lei marcial, está assim desde fevereiro de 2022, desde que começou a guerra, e isso proíbe a realização de eleições. Liliana Reis, especialista em Relações Internacionais, esteve esta manhã na Rádio Observador, no programa Gabinete de Guerra, e diz que concorda com o que diz Zelensky.
Como é que Zelensky poderia efetivamente assegurar que essas eleições eram não apenas livres como justas, mas depois não terem sobre si o risco de qualquer tipo de ameaça, nomeadamente de um míssil. Ora, como é que é possível que haja efetivamente eleições livres e justas num país que, desde 2022, vive num cenário de guerra.
E com ataques que continuam esta noite, registro de nove mortes na Ucrânia e de quatro na Rússia. Nove pessoas morreram em território ucraniano com ataques com drones e mísseis russos. Já a Ucrânia fez também uma ofensiva em território russo, em Krasnodar e na Crimeia, provocou quatro mortos.
E Donald Trump acusa o Canadá de querer ter os benefícios de um estado norte-americano. Canadá e Estados Unidos estão em guerra comercial.
Há uma guerra comercial, novamente uma guerra de tarifas, com os Estados Unidos da América aplicarem tarifas de 50% ao Canadá. Isso aconteceu ontem. O Canadá respondeu na mesma moeda, 50% também de tarifas contra os Estados Unidos da América. Donald Trump tem contestado, mas a especialista Liliana Reis considera que esta nova guerra tarifária pode, de facto, ter consequências para O Partido Republicano de Donald Trump diz que essas consequências podem surgir já nas eleições intercalares no final deste ano.
Este aumento das tarifas por ambos os lados pode também ter consequências políticas dos dois lados da fronteira. E naturalmente, que também poderá prejudicar Donald Trump relativamente às eleições que terá em breve, as midterm elections, que o próprio Partido Republicano também começa a contestar, não o próprio presidente, mas algumas das medidas, sobretudo do ponto de vista econômico, terão reflexo inevitavelmente nos bolsos dos norte-americanos. Pode efetivamente também contribuir para um desgaste, não apenas do presidente, mas também do Partido Republicano.
Mark Carney, o líder canadiano, considera que o Canadá foi atacado pelos Estados Unidos da América, garante que alertou Donald Trump para a importância crucial do país enquanto fornecedor de energia para os Estados Unidos da América e Donald Trump, depois da resposta de tarifas de 50% aplicadas pelo Canadá, respondeu na True Social a dizer que o Canadá quer obter benefícios do mercado norte-americano de forma abusiva.
12h07, Miguel, que outras notícias marcam a atualidade?
No Algarve, um homem de 56 anos morreu enquanto praticava mergulho recreativo perto da Praia dos Três Irmãos, em Alvor. Informação apresentada pela Autoridade Marítima Nacional. A vítima estava a fazer mergulho com familiares quando começou a sentir dificuldades e acabou por entrar em paragem cardiorrespiratória. O JPP acusa o governo da Madeira de não ter enviado qualquer ajuda financeira para as vítimas dos sismos na Venezuela. O secretário-geral do partido, Élvio Sousa, lembra o apoio de € 150 mil prometido pelo governo regional, que passados dois meses da tragédia, ainda não avançou a acusa ao governo regional de falta de consideração e credibilidade. Para fechar, João Miguel, imagina este cenário: estás a fazer uma caminhada com o teu filho e ele diz que está cansado. O que fazias?
Se eu fosse mais velho, dizia para andar. Se fosse mais novo, talvez o carregasse às costas. Por que me perguntas isso?
Houve aqui um pai que teve uma ideia diferente. Ele esteve nesta situação, um dos filhos estava cansado, também estava com dois filhos, um deles estava cansado e disse a um para esperar sentado num banco com um sumo e com um snack e continuou a caminhada com o filho mais velho. Não me parece muito correto, mas a caminhada era no Monte Fuji, a montanha mais alta do Japão. A criança de sete anos foi deixada durante várias horas em condições de nevoeiro e chuva num ponto situado a mais de 2 mil metros de altitude.
E depois, o que aconteceu?
Aconteceu que os empregados de um refúgio de montanha encontraram a criança, chamaram as autoridades. Dizem que o rapaz estava cansado, estava irritadiço. Esteve oito horas à espera do pai e do irmão.
Quem não? Se calhar até nem tinha telemóvel.
Mas de fato, aqui situações muito adversas também. Não correu muito bem para o pai, acabou por ser repreendido pela polícia, que o relembrou que mesmo que tenha desistido da ideia de escalar a montanha juntos, deixar uma criança para trás é inaceitável. Felizmente, o pai acabou por pedir desculpas às autoridades pela decisão precipitada. A criança estava bem e acabou por safar apenas com um aviso.
Tudo acaba bem quando acaba bem, não é? Foi jornal do meio-dia com edição do Miguel Cordeiro.