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Dificuldade no aumento dos médicos de família. Xavier Barreto diz que falta transformar o Sistema Nacional de Saúde para que os resultados esperados possam ser outros.
Infelizmente, se não fizermos alterações profundas da forma como o Serviço Nacional de Saúde se organiza, até do papel das diferentes profissões no percurso do nosso doente, não podemos esperar resultados diferentes destes. Se nós tivéssemos essa visão mais transformadora do Serviço Nacional de Saúde, se calhar aquilo que está previsto no quadro global de referência podia ser diferente.
Presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares sobre este quadro global de referência aprovado pelo Ministério das Finanças. Já o bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, lamenta a insuficiência crônica de enfermeiros no SNS.
Há uma lição que eu acho que é importante e que deve ser retirada deste processo. Este quadro global de referência é plurianual, mas ele é revisto todos os anos, e nós não podemos voltar a chegar a setembro de 2027 ou setembro de 2028 sem os instrumentos necessários para que os próprios PDOs sejam aprovados em tempo útil. É preciso que haja planeamento e esse planeamento tem que ser antecipado.
Luís Filipe Barreira, bastonário da Ordem dos Enfermeiros, no explicador desta manhã com Xavier Barreto, da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, sobre este quadro global de referência do SNS.
E Miguel, o SNS que abandona essa meta de dar médicos de família a todos os utentes, pelo menos até 2028.
Dados avançados pelo jornal Público, com base nesse documento, a taxa de utentes com médicos de família vai manter-se nos 85%, a mesma que há dois anos, não tem assim qualquer perspectiva de melhoria, ainda que a recente revisão das listas de utentes tenha baixado o número de pessoas sem médico de família para um milhão e quatrocentas mil. O que é certo é que a promessa do governo cai de forma definitiva. Maria Inês Rocha.
O governo tinha prometido que até o próximo ano iam ser atribuídos médicos de família a todos os utentes. No entanto, a ministra da Saúde e o diretor-executivo do SNS já tinham avisado que isto não seria possível devido ao número crescente de novos inscritos. O que ainda não tinha ficado claro é que a taxa de cobertura ia manter-se exatamente como está nos próximos anos, ou seja, com 15% da população sem médico de família. O objetivo inicial do governo era que 98% dos utentes tivessem médico de família até ao final deste ano. Para além disso, também as contas do SNS vão continuar no vermelho com uma previsão de um milhão e cento e cinquenta mil euros negativos daqui a dois anos. Ainda assim, o governo prevê uma redução das idas às urgências acima dos 3% ao ano até 2028 e por isso também só prevê um reforço de pessoal na ordem de 1,4% em relação ao ano passado.
A jornalista Maria Inês Rocha com os detalhes da estratégia do SNS para os próximos anos. Os dados foram recolhidos pelo jornal Público com base neste quadro global de referência do SNS até 2028.
Adalberto Campos Fernandes rejeita ser um porta-voz do Presidente da República.
O coordenador do Pacto para as Saúde garante que as opiniões que dá são por conta própria. Numa entrevista à história do Dia da Rádio Observador, Adalberto Campos Fernandes assegura que não representa ninguém nas opiniões que dá e que o Presidente da República também nunca o iria permitir.
O doutor Hugo Soares, que numa entrevista terá dito que não passava pela cabeça de ninguém que o Presidente da República tivesse porta-vozes, evidentemente que também pela minha cabeça nunca passaria a ideia de que esse papel me fosse acometido. Primeiro porque eu, do ponto de vista intelectual, trabalho por conta própria e, portanto, não tenho nenhum tipo de dependência, para além, naturalmente, de ser um apoiante e uma pessoa que considera que António José Seguro é um excelente Presidente da República e vai ser, com certeza, um excelente Presidente da República. Outra coisa é o próprio presidente. Se há coisa que este presidente nunca na vida aceitaria ter era interpostos comunicadores ou pessoas que falassem por ele.
Adalberto Campos Fernandes, que na semana passada falou no irregular funcionamento das instituições, frase que foi interpretada por alguns comentadores e deputados como sendo um recado de António José Seguro. Ora, o coordenador do Pacto para as Saúde avisa que nem sequer integra a Casa Civil da Presidência da República. António José Seguro, que durante a campanha admitiu pedir a saída de ministros, uma posição que teve numa entrevista à SIC, em que recordou os casos de Jorge Sampaio com Armando Vara ou de Marcelo Rebelo de Sousa com João Galamba, garantindo ainda assim que quando o fizer, será de forma leal com o primeiro-ministro e, sobretudo, em privado.
Na Alemanha, as eleições regionais de amanhã podem dar a primeira vitória à AFD.
O sufrágio no estado da Saxônia está a levantar os olhares de vários especialistas por poder representar a primeira vitória da AFD, que pode até alcançar a maioria absoluta. Durante a semana, o chanceler alemão pediu que estas eleições não sejam uma experiência para os descontentes. Esta manhã na Rádio Observador, o especialista em assuntos europeus, Henrique Burnier, diz que a ascensão da AFD pode ser explicada pela situação política e econômica da Alemanha, que tem estado cada vez mais instável.
Os alemães passaram de acreditar que viviam confortavelmente no mundo previsível para uma situação de desconforto. Neste momento, nós não podemos ignorar quando ouvimos notícias de que a Volkswagen se prepara para fazer despedimentos brutais. Não será só na Alemanha, mas também na Alemanha. De resto, perdem-se 15 mil empregos por mês na Alemanha. Portanto, isto tem que ter, com certeza, consequências. A situação econômica da Alemanha está turbulenta e isto tem tradução política.
Henrique Burnier admite ainda a possibilidade de uma aliança entre o partido de extrema-direita AFD e um partido de extrema-esquerda. O especialista em assuntos europeus descreve assim uma alteração do modelo político europeu.
Estamos a assistir uma recomposição do espaço político e estamos a assistir uma situação em que já não é o confronto entre duas visões que cabem dentro do modelo constitucional. São basicamente modelos populistas agressivos de um lado e estabilidade do outro. Isto está a alterar o modelo político europeu. Eu acho que esse é o outro grande problema.
A análise de Henrique Burnier sobre as eleições regionais na Alemanha que decorrem já amanhã.
No futebol, o Benfica visita o Marítimo e o Sporting recebe em Alvalade o Nacional da Madeira.
Na comitiva encarnada já constam os nomes de Enzo Barrenechea e Gjörðsens, recuperados de lesão. Na antevisão ao jogo, o treinador das Águias, Marco Silva, destaca o bom momento do Marítimo no regresso à Primeira Liga.
Um bom impacto neste regresso, que é sempre importante para uma equipa que regressa à primeira divisão, a Primeira Liga, neste caso, e acabou por ter o impacto. E percebe-se quando jogam em casa, o ambiente está em favor da equipa, como tem que ser e como é normal, mas naturalmente, naquele espaço acaba por ser sempre fundamental, de uma equipa que nos vai tentar fazer a vida difícil, como é normal e que o papel que vão ter. Uma equipa que é forte, que é agressiva no seu espaço, que tem um bom apoio também em casa, com um bom começo, o que dá confiança à equipa.
O treinador confirmou também que Trubin vai continuar no plantel e ainda que a decisão de manter o Lukebakio foi uma escolha pessoal. O Benfica entra em campo às 18h. Às 20h30 é a vez do Sporting receber o Nacional da Madeira. Rui Borges alerta para a incerteza, depois do despedimento de João Gião, ao fim de quatro jornadas. Quem vai orientar a equipa da Madeira será o treinador do juniores.
Focamo-nos muito mais naquilo que é o adversário em termos de características individuais, pequenas coisas também que podem, independentemente do treinador, levar a que aconteçam. É uma equipa muito forte, já o era a época passada em bolas paradas, em esquemas táticos, ofensivos e defensivos, por isso focamo-nos por aí também nesse momento de jogo, que é um momento de jogo que eles gostam e aproveitam muito por a capacidade atlética que têm.
Rui Borges, que agradece ainda a Daniel Bragança e Pedro Gonçalves. O Sporting joga às 20h30, o Benfica antes. Quem já jogou foi o Floco do Porto, venceu o Moreirense ontem por 2 x 1.
Agora 12h08. Já a seguir, "Cinco Continentes" na Rádio Observador, mas antes, Miguel, há outras notícias em destaque a esta hora.
Quatro pessoas morreram, outras cinco ficaram feridas num ataque russo contra uma empresa industrial do centro-leste da Ucrânia. As vítimas são técnicos desta empresa. Um ataque que causou ainda cinco feridos, de acordo com o chefe da administração militar da região. Ocorreram também várias explosões perto da Ilha de Kharg, o principal terminal petroleiro do Irão. É o que noticiam meios de comunicação social locais. Até o momento, nem as autoridades iranianas, nem as norte-americanas comentaram o incidente. Isto acontece depois do comunicado da União Europeia, publicado ontem, que se mostrou alarmada com a recente onda de ataques no Médio Oriente, incluindo várias ofensivas contra países do Golfo. De regresso ao futebol, José Mourinho perdeu pela primeira vez desde o regresso a Espanha. Perdeu frente ao Betis de Sevilha por 1 x 0. Na reação à derrota, o técnico do Real Madrid acusou os jogadores de serem ingénuos perante as circunstâncias da partida. O Real regressa às competições na próxima terça-feira, com um duelo frente aos italianos do Inter de Milão para a Liga dos Campeões.
E é um reencontro. É um encontro muito interessante que Mourinho vai ter aqui frente ao Inter. Fica por aqui o jornal do meio-dia.