Ex-agente de atleta do Vasco foi preso no apartamento do jogador no ES

Brasil

Édson Vander da Silva Júnior foi detido em agosto de 2024 por envolvimento em uma tentativa de homicídio por conta de tráfico de drogas

05/09/2026 08:13

Matheus Lima/Vasco
Ex-agente de atleta do Vasco foi preso no apartamento do jogador no ES

O ex-agente do jogador do Vasco David Corrêa (o DVD), Édson Vander da Silva Júnior, de 32 anos, foi preso dentro do apartamento de luxo do atleta em Vila Velha, no Espírito Santo (ES).

A detenção ocorreu em 2024 e foi motivada pelo envolvimento do gerente de carreira e finanças em um caso de tentativa de homicídio em março daquele ano.

Segundo investigações da Polícia Civil do Espírito Santo, Édson atuava como empresário de DVD ao mesmo tempo em que liderava o comando de tráfico de drogas no bairro Serra Dourada 3.

Ainda segundo a Polícia Civil, o jogador do Vasco é suspeito de financiar o tráfico de drogas. Em 31 de agosto desde ano, a Operação A Tropa abriu uma investigação para apurar uma suposta organização criminosa interestadual por envolvimento com o tráfico de drogas e armas, além de possíveis vínculos com facção criminosa.

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O crime pelo qual o ex-agente de DVD foi preso ocorreu em meio a uma disputa pelo controle do tráfico de drogas na região. As mensagens atribuídas ao atleta foram encontradas no celular de Édson. Em uma das conversas obtidas pela polícia, David afirmou que a vítima “mereceu tomar uns tiros mesmo”.

Em uma outra conversa, Édson teria enviado uma foto de uma pistola de grosso calibre ao jogador, que respondeu por escrito: “Tem que matar um para ver de qual é”.

Além do ex-agente, foi preso também Ruan de Freitas Camargo Cruz, de 27 anos, apontado como o comparsa de Édson. Os dois teriam sequestrado um jovem em Serra Dourada 3 por desconfiança de que ele teria vazado informações das atividades do tráfico a uma facção rival.

A vítima foi levada pelos suspeitos em um carro clonado e atingida por disparos nas costas. Ela conseguiu sobreviver ao ataque ao simular que estava morta e, depois, passou a colaborar com a delegacia especializada na identificação dos envolvidos.