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Zerar a lista de leituras obrigatórias dos vestibulares não precisa pesar no seu bolso. Se você está na reta final de estudos para as provas da Unicamp e Fuvest deste ano — que garantem a vaga com ingresso em 2027 —, o MEC Livros é um atalho que vale salvar nos favoritos.
A plataforma do Governo Federal reúne um acervo digital e 100% gratuito que vai de clássicos em domínio público a títulos contemporâneos licenciados. O acesso é simples: dá para ler no celular ou no computador, só fazendo o login rápido com a sua conta do Gov.br.
Para facilitar a sua vida, separamos 5 obras cobradas pelos dois vestibulares paulistas que já estão disponíveis de graça no catálogo!
+ 9 livros desejados pelos leitores que já estão disponíveis no MEC Livros
Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo
Lançado em 2018 e reeditado em 2022, o quinto romance de Conceição Evaristo passou a integrar a lista de obras obrigatórias da Fuvest 2027. A narrativa é um exemplo clássico do conceito de “escrevivência” — marca registrada da autora, que entrelaça a escrita literária com as experiências reais de vida.
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A obra funciona como uma colcha de retalhos polifônica: por meio de múltiplos relatos e perspectivas, acompanhamos a trajetória de Fio Jasmim. Homem negro reconhecido pelo charme, ele constrói sua rotina em torno da sedução e do envolvimento com diversas mulheres, mesmo mantendo um casamento.
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A visão das plantas, de Djaimilia Pereira de Almeida
Outra leitura na lista de livros obrigatórios da Fuvest 2027 é a obra da autora angolana Djaimilia Pereira de Almeida. Lançado em 2019, o livro busca inspiração direta em um personagem de “Os pescadores”, clássico do escritor português Raul Brandão publicado em 1923.
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A trama acompanha os últimos anos de Celestino, um ex-capitão de navio negreiro que retorna a Portugal idoso, isolado e doente. Sozinho no mundo e após ver toda a sua família morrer com o passar do tempo, o protagonista encara a reta final da vida enquanto convive com o peso e as memórias do seu passado no tráfico de pessoas escravizadas.
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Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
Leitura obrigatória da Unicamp 2027, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” é a obra na qual um narrador-personagem resolve contar a própria história somente após a sua morte. Com isso, Machado de Assis mudou radicalmente o panorama da literatura brasileira. Em vez de um defunto autor, temos um “autor defunto”: alguém que, por já estar morto, não precisa prestar contas a ninguém, não teme o julgamento da sociedade e pode expor com extrema ironia os privilégios, o egoísmo e a hipocrisia da elite da época.
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A obra inaugura o Realismo no Brasil e rompe com a narrativa linear do Romantismo. Do “além-tumulo”, Brás Cubas passeia por suas memórias sem ordem cronológica rígida, debochando de seus próprios fracassos — como a tentativa de inventar um remédio revolucionário — e escancarando a futilidade das relações sociais e amorosas da sua época.
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As Meninas, de Lygia Fagundes Telles
Publicado em 1973, durante um dos períodos mais duros da ditadura militar no Brasil, o romance de Lygia Fagundes Telles cai na Fuvest 2027 e acompanha três jovens universitárias que moram no mesmo pensionato religioso em São Paulo: Lorena, Lia e Ana Clara. Embora compartilhem o mesmo teto, as três possuem origens, traumas e visões de mundo completamente distintas.
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A narrativa se destaca pela estrutura moderna, onde a história é contada a partir do ponto de vista e dos pensamentos de cada uma das protagonistas. Por meio dessa mistura de memórias, monólogos interiores e dilemas pessoais, a autora constrói um retrato dinâmico e profundo sobre as contradições, os desejos e os desafios da juventude feminina brasileira no início dos anos 1970.
Memórias de Martha, de Júlia Lopes de Almeida
Outra adição recente na lista da Fuvest, o livro de Júlia Lopes de Almeida mergulha na mente de uma mulher do século 19 que rememora as passagens mais marcantes da sua vida para entender a própria formação.
A narrativa acompanha Martha, uma jovem que vê sua realidade virar do avesso após a morte do pai — vítima de uma falsa acusação de roubo feita por seus chefes. Diante da perda e do abalo na reputação da família, a mãe assume o sustento do lar trabalhando como costureira e engomadeira. Para sobreviver sem recursos, as duas se mudam para um cortiço no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, onde a protagonista passa a vivenciar as dores e os dilemas da classe trabalhadora urbana da época.
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