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Uma investigação da Polícia Federal (PF) apontou que o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop) recebeu milhares de reais do senador Flávio Bolsonaro (PL), da deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ) e do ex-deputado federal Chiquinho Brazão, condenado pelo assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Torres. As verbas, supostamente destinadas a ações sociais, nunca teriam sido convertidos em doações e seriam os únicos valores recebidos pela ONG.
No site oficial, o Ifop se apresenta como “uma associação civil sem fins lucrativos, de natureza privada, fundada em 2008 na cidade do Rio de Janeiro – RJ com a missão de atuar nos mais variados segmentos”. O instituto também se propõe a oferecer educação de qualidade, esporte, lazer, cursos e capacitação profissional a pessoas de “menor poder aquisitivo”.
“Decorrendo assim, que as pessoas impactadas pelas ações alcançassem o seu melhor potencial, de tal maneira que hoje o IFOP se orgulha de ter em seu histórico grandes projetos já realizados junto Associações e Instituições”, acrescenta o portal do Ifop.
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Apurações da revista Piauí e dos jornais O GLOBO e Estadão, com base em documentos da investigação da PF, mostram que parte das emendas parlamentares teria sido “desviada por meio de pagamentos indevidos”. Ao todo, Flávio destinou R$ 200 mil, enquanto Tonietto e Brazão enviaram R$ 300 mil e R$ 1,5 milhão, respectivamente, à ONG.
O valores, segundo o inquérito, foram intermediados pelo miliciano Robson Calixto, o “Peixe”, que também foi condenado pela morte de Marielle. No momento, a PF investiga se o repasse integra um esquema maior de desvios de verbas públicas pelos irmãos Brazão e aliados.
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Na segunda-feira 21, um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado pelo jornal Valor Econômico, indicou suspeitas de irregularidades no uso da emenda de Flávio pela ONG. “O Ifop, ao invés de buscar condições mais vantajosas ou preços reduzidos, limitou-se a distribuir o valor total recebido entre os fornecedores e prestadores de serviços contratados, sem demonstrar qualquer preocupação com a obtenção de economia ou eficiência na aplicação dos recursos públicos”, afirmou o documento.
VEJA tenta contato com o Ifop. O espaço está aberto.
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