Pirarucu com mais de 2 metros e 137 kg é capturado em RO | G1

Peixe foi pescado na Reserva Extrativista Rio Cautário, em Costa Marques (RO). Segundo a Sedam, trata-se do maior registro da espécie já feito dentro de uma Unidade de Conservação no estado.


  • Um pirarucu de 2,46 metros e quase 138 quilos foi capturado na Reserva Extrativista Rio Cautário, em Rondônia, nesta quarta-feira (23). É o maior registro do estado.

  • A captura ocorreu durante ações de manejo para controle e erradicação da espécie na região. O projeto é realizado pela Sedam com apoio de extrativistas.

  • O biólogo Rodrigo Rios explicou que retirar um peixe desse porte exige grande esforço. O exemplar superou os maiores registros catalogados anteriormente em Rondônia.

  • Apesar de emblemático na Amazônia, o pirarucu é considerado invasor na bacia do Rio Cautário. A espécie ameaça o equilíbrio ambiental por competir com nativas.

Pirarucu com mais de 2 metros e 137 kg é capturado em RO

Pirarucu com mais de 2 metros e 137 kg é capturado em RO

Um pirarucu de 2,46 metros de comprimento e quase 138 quilos foi capturado na Reserva Extrativista Estadual Rio Cautário, em Costa Marques (RO), na última quarta-feira (23). Segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), este é o maior exemplar já registrado em uma Unidade de Conservação (UC) de Rondônia.

A captura faz parte das ações de manejo voltadas ao controle e à erradicação da espécie, considerada invasora na bacia do Rio Cautário, dentro da unidade de conservação. O projeto é realizado pela Sedam em parceria com a associação de extrativistas da região. A pesca ocorreu durante a segunda etapa do manejo de 2026, que segue até o início de outubro.

De acordo com a Sedam, os extrativistas participam de todas as etapas do manejo, desde a captura dos peixes até a limpeza do pescado. Após o processo, os peixes são vendidos a um frigorífico parceiro, que fornece caixas térmicas, gelo e transporte. O valor arrecadado com a venda é dividido entre os moradores que atuam nas diferentes fases da atividade.

Em 2025, cada extrativista envolvido na captura dos peixes recebeu, em média, cerca de R$ 5 mil.

Em entrevista ao g1, o biólogo da Sedam, Rodrigo Rios, explicou que a retirada de um peixe desse porte exige um grande esforço das equipes envolvidas.

"Normalmente é um desafio gigantesco capturar um peixe com essa proporção. Envolve o trabalho dos comunitários desde a captura até a retirada do lago e o transporte para o acampamento, onde realizamos o processo de evisceração", afirmou.

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De acordo com o biólogo, o exemplar superou os maiores registros anteriores catalogados no estado.

"Acreditamos que este seja o maior registro de pirarucu capturado dentro de uma Unidade de Conservação em Rondônia. Até então, havia o registro de um exemplar capturado no Rio Machado, próximo a Ji-Paraná, que alcançou 2,44 metros e cerca de 120 quilos. O peixe que capturamos agora superou essas marcas tanto em comprimento quanto em peso", disse.

Apesar de ser um dos peixes mais emblemáticos da Amazônia, o pirarucu é considerado uma espécie invasora na bacia do Rio Cautário. Segundo Rodrigo Rios, sua presença ameaça o equilíbrio ambiental da região por competir com espécies nativas.

"Na área onde realizamos o manejo, o pirarucu é considerado uma espécie invasora. O trabalho é feito para retirá-lo da unidade porque ele consome espécies nativas. A erradicação busca remover todos os exemplares, desde os juvenis até os adultos", explicou.

Pirarucu de mais de 2 metros é capturado em RO — Foto: Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam)

  • Costa Marques

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