Acordo Líbano-Israel exerce pressão excessiva sobre Exército - Hezbollah

O acordo prevê o destacamento do Exército libanês em áreas das quais o Exército israelita se retirou, começando pelas 'zonas piloto', medida à qual o Hezbollah se opõe.

"Como podem aceitar esta humilhação contínua do Exército libanês, em vez de agirem como seus protetores? Estão a expô-lo a bombardeamentos. Estão a expô-lo à pressão israelita", vincou Naim Qassem num discurso.

Em 08 de agosto, Beirute acusou as forças israelitas de entrarem na aldeia de Zawtar al-Gharbiya, situada numa 'zona piloto' e de erguerem uma fortificação no local, o que o Exército israelita negou.

Durante as negociações entre Líbano e Israel em Roma na semana passada, as duas partes discutiram que países poderiam participar numa comissão encarregada de verificar o destacamento do Exército libanês nas 'zonas piloto', bem como o desmantelamento do arsenal e das infraestruturas do Hezbollah, adiantou à agência France-Presse (AFP) fonte da presidência libanesa.

"Israel está a tentar impor ao Líbano uma comissão de inquérito para supervisionar o destacamento do Exército, as suas operações e os seus assuntos internos. Onde está o patriotismo?", acrescentou Qassem, acusando as autoridades libanesas de darem a Telavive "tudo o que quer".

Washington anunciou na terça-feira que vai mediar uma nova ronda de negociações entre Israel e o Líbano em Roma, no início de setembro.

Mas Naim Qassem reiterou a rejeição do seu grupo ao acordo-quadro e pediu às autoridades libanesas que lhe ponham fim.

O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Médio Oriente em março, ao disparar rockets contra Israel em apoio ao Irão.

Israel retaliou com intensos ataques aéreos e uma invasão terrestre no sul do país, que, segundo o Líbano, resultou na morte de mais de 4.300 pessoas.

Apesar do cessar-fogo em vigor desde junho, Israel continua a realizar ataques esporádicos e a demolir edifícios no sul do Líbano.

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