Montenegro diz que Governo está "aqui para construir um grande futuro"

Na festa do Pontal, no Calçadão da Quarteira, Loulé, Faro, que voltou a marcar a rentrée política do PSD depois do período de férias, Luís Montenegro fez um balanço daquelas que considera serem as principais conquistas do seu Governo, apresentando vários dados, da economia à habitação, que disse que "não são números, mas sim pessoas".

"Estamos aqui para durar, estamos aqui para trabalhar, estamos aqui para, convosco, construir um grande futuro para Portugal", assegurou.

Nos 50 anos do Pontal, o primeiro-ministro olhou para esse período para identificar uma década que "teve um ciclo de desenvolvimento maior do que nas outras décadas", referindo-se ao período de governação do social-democrata Aníbal Cavaco Silva.

"Essa década foi de 1985 a 1995 e eu quero hoje garantir-vos que quando aqui estivermos para festejar os 60 anos do Pontal, vamos olhar para esses 60 anos e vamos ver duas décadas que se destacam pelo desenvolvimento que deram a Portugal. A década de 1985 a 1995 e a década de 2024 a 2034", indicou.

Assumindo que há "muitos problemas para resolver" já que "há pessoas e famílias que passam por muitas dificuldades", Montenegro defendeu que é preciso "coragem e ambição para fazer o país crescer" já que só com crescimento económico se "vai combater a pobreza".

"O Cristóvão Norte dizia aqui há pouco que nós não tínhamos maioria absoluta. Dava jeito, mas não é nenhum drama assim nós continuemos a tomar as decisões que são necessárias, assim continuemos a fazer a parte que nos compete", admitiu.

O primeiro-ministro sublinhou que vai continuar "a denunciar aquilo que as oposições às vezes decidem contra" a vontade do PSD/CDS-PP, insistindo na ideia de que isso condiciona.

"E este orçamento que estamos a executar este ano tem mil milhões de euros que foram decididos pela oposição e que comprimiram o nosso poder de decisão, mas quero que saibam todos os que aqui estão e os que estão em casa: nós vamos mesmo continuar a reformar o país", disse.

Montenegro afirmou que tem "a consciência que os problemas não desaparecem quando se assobia para o lado".

"É tempo de fazer, não é tempo de adiar. Nós sabemos que um país não avança quando fica à espera. Um país avança quando tem coragem de decidir", apontou, insistindo na ideia de que o seu Governo vai continuar a reformar.

O primeiro-ministro não quer "ocupar tantas vezes o palco noticioso, mas estar no palco da decisão da transformação". 

"Nós estamos do lado da política que importa, da política que se sente no dia-a-dia, que se sente num hospital ou num centro de saúde, numa escola, que se sente com a melhoria do salário no final do mês, que se sente com a simplificação quando precisamos de uma resposta da administração, que se sente quando precisamos de nos deslocar dentro do nosso território", enfatizou.

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