Lucho Acosta: veja próximos passos da investigação envolvendo jogador | Ge

A CBF abriu investigação sobre o cartão amarelo de Lucho Acosta, do Fluminense, no empate com o Bragantino por 1 a 1, no último dia 17, pelo Brasileirão. A entidade recebeu um relatório que apontou volume anormal de apostas no cartão do meia, o que gerou um alerta de manipulação. E o que acontece agora? O argentino, que nega qualquer irregularidade, será punido? O ge explica.

Inicialmente, na semana passada, a CBF notificou o Fluminense de forma sigilosa. Na sequência, a entidade enviou informações sobre o caso às autoridades públicas e aos órgãos disciplinares desportivos para continuar a investigação. O procedimento é padrão em casos do tipo.

Lucho Acosta em Fluminense x Operário — Foto: André Durão

O relatório enviado é preliminar e aponta a suspeita de manipulação no cartão recebido pelo argentino na partida contra o Bragantino (veja o lance no vídeo abaixo). A agência de monitoramento contratada pela Fifa vai enviar um documento mais completo, detalhando a quantia movimentada, a localização das apostas e dados dos apostadores.

Tudo isso será usado para averiguar se há ou não envolvimento do jogador com as apostas. A partir daí, o Ministério Público e o STJD vão avaliar se apresentam denúncia em suas diferentes esferas.

Lucho Acosta recebeu cartão amarelo em confusão no jogo entre Fluminense e Bragantino

Lucho Acosta recebeu cartão amarelo em confusão no jogo entre Fluminense e Bragantino

Quais os passos seguintes?

Após a CBF distribuir informações sobre o caso, no âmbito cível o Ministério Público dá início à investigação e analisa se é necessário ou não dar sequência ao processo. Ao fim das investigações, define se apresenta denúncia à Justiça.

Um caso em que o MP apresentou denúncia ocorreu no ano passado. Alertas foram gerados em dois cartões amarelos recebidos pelo atacante Ênio, então no Juventude e atualmente na Chapecoense, em jogos do Brasileirão.

No Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o processo é mais longo. O relatório da CBF gera uma notícia de infração ao órgão e, a partir disso, um inquérito é aberto. Nesta etapa, ocorre a solicitação de provas e informações às demais autoridades, como a Polícia Federal e o Ministério Público.

Ao fim do inquérito, que tem prazo de 15 dias para sua definição, o relator afirma se há ou não indícios de infração ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Se o relator optar por indiciamento do acusado, o caso vai à Procuradoria do STJD, que oferece a denúncia. Importante: o CBJD também prevê 60 dias para a pretensão punitiva disciplinar da Procuradoria. Ou seja, caso não haja denúncia neste período, há a extinção da punibilidade.

Marca-se, então, o julgamento em uma das comissões. Se condenado, Acosta será suspenso. A segunda instância de julgamento é o pleno.

Não há como prever qual será a decisão da Procuradoria. Em um caso recente, o de Bruno Henrique, do Flamengo, a Procuradoria o denunciou o atacante, em 2023, em dois artigos:

  • 243: Atuar, deliberadamente, de modo prejudicial à equipe que defende. Pena: multa e suspensão de cento e oitenta a trezentos e sessenta dias.
  • 243-A: Atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente. Pena: multa e suspensão de seis a doze partidas.

Confusão em Fluminense x Bragantino — Foto: Alexandre Durão

Livre para atuar enquanto a investigação está em andamento, Lucho Acosta está concentrado para o jogo do Fluminense contra o Bahia, na quarta-feira, às 21h30, no Maracanã, válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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