Adeptos da Académica antecipam época difícil no regresso ao profissional

Bruno Martins, 52 anos, foi um dos primeiros adeptos da 'briosa' a chegar às imediações do Estádio Municipal de Chaves.

Vindo de Pombal, com a família, disse à Lusa que acompanha a Académica praticamente desde que nasceu, vendo o regresso aos campeonatos profissionais "com muita felicidade", sobretudo após as conhecidas dificuldades financeiras do clube, ainda a braços com um plano de insolvência.

"Foram anos um bocado difíceis, ainda se está tudo a recompor, mas acredito que com a boa estrutura que está a ser montada e um projeto bem feito, se lute para estar entre os melhores", adiantou.

Em data de estreia da Académica na II Liga, frente ao Desportivo de Chaves, Bruno Martins mostrou-se apreensivo, acreditando que será uma temporada "muito difícil".

"Este campeonato é tão competitivo como a Liga 3, que é um campeonato muito difícil, mas acredito que para irmos mais longe temos de andar mais juntos. Todo o apoio dos adeptos é importante porque faz falta à equipa, mas a equipa também faz falta aos adeptos", defendeu.

Guilherme Imperial, de 27 anos, veio de Coimbra com o pai para assistir ao primeiro jogo da Académica na II Liga de futebol, algo que "há um ano consideraria impossível".

"Tendo em conta todas as dificuldades que passámos na Liga 3, anos anteriores a lutar pela manutenção, estivemos inclusive em risco de descer ao Campeonato de Portugal, a par das dificuldades financeiras, conseguir a promoção contra equipas que têm um maior orçamento que a Académica, é um marco. Se me dissessem há um ano que, agora, ia estar aqui a ver a estreia da Académica na II Liga, não ia acreditar", reiterou.

Quanto a perspetivas para a temporada, Guilherme acredita que será difícil.

"Temos dos orçamentos mais baixos da II Liga e seguramente não temos ferramentas, capacidades que outros clubes têm, mas temos a Académica e uma força enorme, que acredito que ajude o clube a fazer uma época tranquila, a conseguir a manutenção. O importante é consolidar a Académica na II Liga e, depois, olhar para cima, daqui a três, quatro anos", defendeu.

Sofia Loureiro, 34 anos, também apontou a manutenção como o principal objetivo a cumprir na época 2026/27, após uma subida à segunda divisão vista "com muita ansiedade, emoção e felicidade".

"Temos [de dar] um passinho de cada vez, por isso, para já, [conseguir] a manutenção [na II Liga] e, depois, logo se vê. Estou contente com o plantel, tenho pena que alguns jogadores [da época anterior] não tenham ficado, faz parte do futebol, mas o núcleo essencial ficou, sobretudo o Leandro Silva, que é quase a nossa mascote", frisou.

Já João Sousa, de 11 anos, é mais otimista e revelou à Lusa o desejo de ver a Académica no primeiro escalão do futebol português.

A acompanhar a 'briosa' desde que tem memória, sendo sócio desde que nasceu, está "muito entusiasmado" por poder ver, pela primeira vez, o seu clube a jogar na segunda divisão.

"A Académica, se quiser, tem tudo para subir para a primeira [divisão], e merece subir, fizemos boas contratações, mas se continuarmos na II Liga, já fico muito feliz", afiançou.

A Académica está de regresso à II Liga de futebol, quatro anos depois, após vencer o Trofense, na última jornada da fase de subida da época 2025/26 da Liga 3 de futebol.

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