Mais de uma centena de estudantes e professores manifestaram-se, na tarde de sexta-feira, em frente ao Ministério da Educação, em Lisboa. Entre as palavras de ordem, pediam a demissão do ministro Fernando Alexandre e acusavam o Governo de "falta de respeito".
A manifestação foi promovida pelo movimento Chumbado.pt, composto por alunos do Ensino Secundário, e foi motivada pela polémica após as falhas técnicas ocorridas na digitalização dos exames nacionais.
Os alunos destacaram a "falta de respeito" do Governo pelo seu esforço e gritaram "estudantes unidos jamais serão vencidos". Além disso, fizeram-se ouvir slogans como: "Está na hora está na hora do ministro ir embora" e "Governo escuta os estudantes estão em luta".
O Chumbado.pt, que diz querer fazer parte da solução, apresentou durante a manifestação, um manifesto com "exigências inegociáveis".
No documento exige, entre outras reivindicações: Uma avaliação justa e transparente para todos os estudantes, o alargamento do prazo das candidaturas ao ensino superior, que se permita a atualização das candidaturas sempre que haja alteração das classificações e instruções nacionais claras e uniformes para a resolução de todas as situações pendentes, evitando que cada escola implemente procedimentos diferentes.
Além disso, os alunos querem que se assegure a regularidade das Fichas ENES (documento necessário para a candidatura ao ensino superior), a isenção total das taxas de reapreciação de exames, bem como o "abandono imediato da atual plataforma de classificação".
O protesto acabou por contar com o apoio formal e institucional da Associação Académica de Coimbra e do Movimento Vida Justa, da Missão Escola Pública e do SOS Escola Pública, bem com a presença e solidariedade da Federação Nacional de professores (Fenprof)..
Presentes na manifestação estiveram também os representantes dos partidos Livre, PCP e Bloco de Esquerda, que disseram concordar com uma comissão parlamentar de inquérito ao processo.
O protesto ocorreu no mesmo dia em que o ministro da Educação, Ciência e Inovação revelou que o seu ministério recebeu até esta data cerca de 8.900 pedidos de reapreciação de provas do Ensino Secundário, mais 43% do que os 6.200 pedidos registados na primeira fase do ano passado.
"Com toda a incerteza que existiu" com o processo de classificação digital, houve 8.900 pedidos de reapreciação das provas, contra os cerca de 6.200 do ano passado, disse o ministro, quando ainda decorre o prazo para a reapreciação de provas no caso dos alunos que receberam as classificações com atraso.
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