
Ex-ator da Globo, o youtuber Guillermo Hundadze, 28, voltou a publicar vídeos em que aparece dirigindo carros em alta velocidade, em alguns casos bem acima do limite legal. O material vem sendo publicado em seu canal do YouTube, gradualmente reativado. Procurado pelo UOL Carros, Guillermo não se manifestou.
O que aconteceu
Em vídeos postados ao longo das últimas semanas, Guillermo Hundadze aparece testando diferentes carros esportivos e luxuosos nas rodovias do Brasil e dos Estados Unidos. Apesar das postagens serem recentes, não é possível identificar quando foram gravadas.
Em grande parte dos vídeos, o dono do canal com 776 mil inscritos acelera muito além do limite de velocidade. É o caso do teste de um Mercedes-AMG A 45S na rodovia dos Bandeirantes, no interior paulista, em que as imagens mostram o velocímetro do carro chegando aos 270 km/h.

Já no caso de um Tesla Model S Plaid, testado nos Estados Unidos, Hundadze arranca com o sedã de 1.006 cv e rapidamente atinge os 160 km/h (100 milhas, mostradas no velocímetro). Em seguida, a edição do vídeo borra o mostrador enquanto o carro segue acelerando.
Curiosamente, um dos vídeos em que o carro do influencer ultrapassa os 200 km/h não exibe ilegalidade: é justamente o gravado com o Volkswagen Golf GTI em uma Autobahn da Alemanha, sem limite de velocidade.
A lista de modelos testados pelo youtuber nas últimas semanas ainda inclui um Chevrolet Corvette, um Dodge Challenger Hellcat e um Audi A6 supercharged.
Em vários desses vídeos, Hundadze ainda aparece convidando motoristas de outros carros esportivos para corridas em vias públicas.
"Guerra" contra quem fica na esquerda
Uma espécie de marca registrada do canal de Gui50 é o constrangimento de motoristas que andam devagar na faixa da esquerda. Muitas vezes, há ações consideradas perigosas pelos especialistas.
Continua após a publicidadeEm um vídeo viral de 2021, após um caminhão não liberar a faixa esquerda, Guillermo o ultrapassou pela direita, voltou à frente dele e reduziu a velocidade.
Outros vídeos mostram aproximações muito próximas de veículos e uso de uma lanterna extremamente potente contra motoristas que não lhe davam passagem.
Outras polêmicas

Em vídeos mais antigos, Guillermo Hundadze apareceu dirigindo um Audi a cerca de 254 km/h e, em 2021, levou um Volvo S90 de test-drive a cerca de 250 km/h, aparentemente na Régis Bittencourt. A Volvo afirmou na época que lamentava o uso do veículo nessas condições e que seu jurídico avaliaria medidas.
No fim de 2023, Guillermo publicou uma discussão em que usou o que aparentava ser spray de pimenta contra o motorista de um Celta. Segundo o próprio contexto mostrado no vídeo, o outro homem teria exibido um estilete.
Continua após a publicidadeEm 2020, publicou vídeos passando de carro e moto em frente à residência do então governador João Doria para protestar contra as restrições da covid-19, inclusive com xingamentos.
Baleado no trânsito
Em 23 de outubro de 2023, Guillermo se desentendeu no trânsito com um policial militar que estava de folga, na Ponte das Bandeiras, em São Paulo (SP).
Segundo a versão divulgada pela SSP-SP, após a discussão ele saiu do carro com uma arma na cintura; o PM reagiu e efetuou os disparos. Guillermo foi atingido, passou por cirurgia e chegou a ficar em estado grave na UTI. Armas, munições e um spray de pimenta foram apreendidos.
O ex-ator sobreviveu e, cerca de dois meses depois, já apareceu novamente dirigindo, descrevendo o momento como uma fase de "reaprender a dirigir". O inquérito policial ligado ao episódio foi arquivado.
Carreira na Globo

Hundadze chamou a atenção em 2005, quando ele participou do quadro "Lar, Doce Lar", do programa "Caldeirão do Huck" (Globo), aos 8 anos. Na época, a atração bancou a reforma da casa da família dele.
Após essa participação, Guillermo foi chamado para testes na emissora e, em 2007, ele estreou na TV com o personagem Quinzinho da novela "Eterna Magia" (Globo).
Sua última participação ocorreu em 2008, quando foi protagonista do especial de fim de ano "O Natal do Menino Imperador". Segundo a Globo, desde então não há vínculo profissional entre as partes.
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