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Jornal das 11, na Rádio Observador, com José Rafael Lopes. E começamos com a situação em Ceuta. Marrocos diz que avisou Espanha de que uma decisão do Tribunal Supremo Espanhol enfraquecia um elemento crucial na cooperação entre os dois países.
E que esse aviso chegou ao governo espanhol dias antes da crise migratória, que levou mais de 60 mil pessoas a entrar a nado em Ceuta. O Ministério Marroquino dos Negócios Estrangeiros referia-se à recente sentença do Tribunal Supremo Espanhol, que indica que não se pode aplicar a recusa na fronteira ou a devolução rápida a migrantes interceptados no mar quando estes tentam entrar a nado em Ceuta. Motivos apontados por Marrocos como uma possível explicação para a crise migratória em Ceuta. Fonte do Ministério Marroquino sublinhou à Agência EFE que esta questão da gestão migratória é uma responsabilidade partilhada.
Entretanto, quatro dias depois da crise, Ceuta procura regressar ao normal, com quase todos os migrantes a abandonarem a cidade.
Os enviados especiais do Observador, o João Porfírio e a Inês André Figueiredo, estão na cidade. Admitem que o pior cenário aparenta já ter ficado para trás. Ainda assim, cerca de três a cinco mil imigrantes ainda estão na cidade de Ceuta. Quando surgem necessidades de apoio alimentar, a Inês André Figueiredo diz que Ceuta vai começar a fornecer ajuda, algo que não acontecia até agora.
O jornal espanhol "El País" avançava hoje que vão ser preparadas duas instalações na cidade para começar a apoiar estas pessoas, que como disse, em termos oficiais, ainda não foram ajudadas. Ninguém, o governo, a cidade, ninguém deu comida a estas pessoas. A única exceção foi a água dada pelo exército espanhol. E é por isso que neste momento também estamos numa organização não governamental. E o que nos disseram foi que já têm conseguido distribuir entre 2500 a 3000 refeições por dia, todas a migrantes que chegaram já durante esta crise migratória que começou na semana passada.
O testemunho da jornalista Inês André Figueiredo, enviada especial do Observador a Ceuta. Ela e o João Porfírio estão a acompanhar os desenvolvimentos da crise migratória vinda de Marrocos.
O presidente dos Estados Unidos diz que não vai permitir que o Irão cobre taxas pela travessia do Estreito de Ormuz.
Donald Trump insiste que a passagem de navios tem de ser feita sem qualquer tipo de pagamento ao Irão e que nenhum outro cenário passa pela cabeça do presidente norte-americano. Em declarações citadas pela Al Jazeera, Donald Trump deixa a garantia de que, se alguém vai lucrar com os lucros da passagem, vão ser os Estados Unidos, sendo que o bloqueio ao Estreito de Ormuz pode ser mantido sem data definida.
O especialista em política norte-americana, Nuno Gouveia, diz que Donald Trump está a perder credibilidade.
Nuno Gouveia aponta as posições contraditórias do presidente norte-americano. Fala numa posição mais frágil de Trump, que fragiliza também os Estados Unidos, sendo que o presidente norte-americano está à procura de uma forma de terminar o conflito, embora não tenha nada para apresentar.
E Donald Trump tem a necessidade, e tem tido a necessidade de terminar este conflito, no fundo, num formato positivo para os Estados Unidos, mas não tem encontrado meios. E é evidente que estas ameaças que ele profere e que depois recua, no fundo, têm fragilizado o seu caso, mas também demonstram que Donald Trump e os Estados Unidos não têm, neste momento, uma saída fácil para este conflito. E mais do que isso, que no fundo, estamos num impasse.
Nuno Gouveia, a defender que os Estados Unidos não têm uma forma clara de colocar um ponto final na guerra no Irão. Já sobre Teerão, diz Nuno Gouveia que o regime aparenta estar confortável, apesar das dificuldades.
A Procuradoria Europeia está a averiguar contratos celebrados pela Polícia Judiciária para remodelações e empreitadas durante a liderança de Luís Neves.
Em causa estão os contratos que a Polícia Judiciária celebrou com a Constrobarcelos, a empresa responsável pelas remodelações de uma moradia tida por Luís Neves no Alentejo. A notícia está a ser avançada pela CNN Portugal, que diz que a entidade já começou um processo de verificação. Esta ação judicial europeia surge após a abertura de um inquérito pelo Ministério Público português ao caso do outro lado apreendido na Operação Pacoba, que foi encontrado nas instalações da empresa Constrobarcelos. Tanto o atual diretor da PJ, Carlos Cabreiro, como a Procuradoria Europeia recusaram comentar a investigação. Já o ministro da Administração Interna reagiu a estes desenvolvimentos, saúda a investigação e diz à TVI/CNN Portugal que está inteiramente disponível para colaborar com as autoridades e prestar todos os esclarecimentos que sejam pedidos.
Fernando Alexandre assegura que todos os alunos estão em igualdade de circunstâncias no acesso ao ensino superior.
Garantia deixada por Fernando Alexandre na Comissão Permanente do Parlamento, feita para debater os problemas com os exames nacionais. Uma sessão que Martim Madeira começou com o ministro da Educação a garantir que quer responder a todas as dúvidas que possam surgir.
Na minha vida pessoal e na minha vida profissional, nunca virei costas a problemas complexos ou desafios exigentes.
Foi o rep deixado por Fernando Alexandre no regresso ao Parlamento para responder aos partidos da oposição. Na intervenção inicial, o ministro da Educação explica que praticamente todas as provas da segunda fase estão corrigidas.
Ao início da tarde, estavam já classificadas 97% das respostas das cerca das 90 mil provas realizadas na segunda fase.
A disrupção começou cedo, com o Chega a indicar que Fernando Alexandre não queria responder às perguntas.
O PSD procurou evitar que o senhor ministro respondesse a perguntas e viesse apenas a este Parlamento fazer uma intervenção política, coisa que podia fazer em qualquer local fora daqui.
Uma intervenção que levou um despique ao presidente da Assembleia. Mais tarde, o foco de André Ventura mudou, desta vez para o ministro da Administração Interna.
Querem proteger o ministro Luís Neves, mesmo que isso signifique atirar pra fogueira o ministro Fernando Alexandre. Quero, por isso, deixar ao país uma garantia
Contra tudo e contra todos, a comissão de inquérito avançará.
Ainda à direita, a Iniciativa Liberal, pela voz de Angélique Trezza, manteve a rota inicialmente designada e queria ver respondidas certas perguntas.
Foi enganado ou deixou-se enganar, ou deixou que o PRR o atirasse para esta situação?
Já à esquerda, o PS deixa duras críticas. Porfírio Silva explica que os socialistas não são contra a reforma no ensino.
Nós não somos contra reformas, somos é contra a imprudência e a impreparação para implementar.
E do bloco, Fabian Figueiredo dá cognomes a Fernando Alexandre.
O senhor ministro deve ter imaginado na história como Fernando, o digitalizador. Mas a história de Portugal tem as suas ironias. Já tínhamos um Dom Fernando inconstante, agora temos dois.
Na intervenção final, o Ministro da Educação explica que 50% das provas da fase de reapreciação já estão corrigidas e que nenhum aluno da primeira fase vai ser prejudicado.
A esta hora, mais de 50% das reapreciações já estão concluídas. Nenhum aluno será afetado no acesso ao ensino superior. Todos os alunos que têm a classificação vão ter a reapreciação da primeira fase, a tempo de poderem concorrer à primeira fase.
Um trabalho do jornalista Martim Madeira, Fernando Alexandre, na audição da Comissão Permanente da Assembleia da República. Na intervenção final, o ministro anunciou uma comissão independente para analisar este processo depois da época especial de exames.
E o Presidente da República promulgou hoje a criação da carreira de médico dentista no SNS.
Acontece quatro décadas após a primeira proposta apresentada na Assembleia da República para juntar a saúde oral aos serviços do SNS. É o que dá conta o presidente da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão. O diploma prevê que os dentistas passem a estar integrados nos serviços de saúde oral das unidades locais de saúde dentro de três meses. E apesar da espera de 40 anos, Miguel Pavão está confiante que o governo cumpra o prazo, até porque a integração dos dentistas foi aprovada com unanimidade no Parlamento.
Esta é uma luta muito antiga. Só para termos uma noção, a primeira proposta da carreira do médico dentista no Serviço Nacional de Saúde data exatamente de julho de 1986, há 40 anos. Não é por este atraso de muitos anos para vigorar agora num decreto lei, que significa que não venha a ser implementado no mais breve curto prazo possível, porque o próprio diploma estipula que o governo terá 90 dias para operacionalizar aquilo que foi aprovado de forma unânime pela Assembleia da República.
O presidente da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão, Ordem dos Médicos, que fez parte do delinear deste plano. Miguel Pavão deixou um aviso para que o governo tenha em conta o preço político a pagar se não cumprir o prazo de três meses para juntar a carreira de dentista ao SNS.
José, vamos agora às notícias de âmbito local.
Começamos em Sintra. A Volta a Portugal vai condicionar o trânsito esta semana entre o meio-dia de quarta-feira e às 10 da noite de quinta. É proibido estacionar em todo o parque de estacionamento do Parque Nacional de Queluz, também no Largo do Palácio, a partir das nove da noite de quarta-feira e até às 10 da noite de quinta. É proibido circular na Avenida Engenheiro Duarte Pacheco. Em Santarém, o médico Luís António Sousa e Silva vai dar nome a uma rotunda. Ele que foi médico na União Desportiva de Santarém durante 14 anos, integrou a Federação Portuguesa de Andebol durante seis. Após ser condecorado no ano passado com a Medalha de Prata do Município de Santarém, este ano o município vai homenagear este médico dando o nome à rotunda do Retail Park, vai passar a chamar-se Rotunda Luís Sousa e Silva. Já em Aveiro, arrancou a construção do terminal intermodal do Porto de Aveiro, uma infraestrutura que vai receber tanto o Porto de Aveiro como a aderente envolvente terrestre. Vai dispor de duas linhas capazes de receber comboios de mercadorias de 740 metros de comprimento, mas também duas áreas para estacionamento de veículos pesados e de mercadorias. Em Famalicão, as instituições de ensino superior já abriram as candidaturas para o próximo ano letivo. A oferta é disponibilizada pelo Instituto Politécnico do Cávado e Ave e pela Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão. Estão disponíveis mais de 900 vagas, repartidas por 13 licenciaturas, sete mestrados e 21 cursos profissionais. As aulas devem arrancar em setembro. Em Leiria, o Hospital CUF tem agora cirurgia robótica para a substituição das articulações do joelho e da anca. Esta nova tecnologia permite reduzir a necessidade de deslocação dos pacientes para Lisboa ou para o Porto, permite também contribuir para uma recuperação mais rápida dos doentes. E no Seixal, a Praia do Seixal vai receber as ações de campanha Amar Azul Eco Praias, que acontecem de 9 a 29 deste mês. É uma iniciativa de educação ambiental que pretende sensibilizar os banhistas para a importância da correta separação de resíduos e da reciclagem. A participação é aberta a todos os que frequentam a praia.