BMW leva quase 50 anos para lançar carro a hidrogênio; veja o resultado

Imagine um SUV de luxo que anda sem gastar uma gota de gasolina, não precisa de tomada para recarregar sua bateria e solta apenas vapor d'água pelo escapamento.

A ideia, que a BMW persegue há quase meio século em protótipos, vai finalmente virar carro vendido em concessionária: o novo BMW iX5 Hydrogen, primeiro modelo a hidrogênio da marca produzido em série, chega em 2028.

O SUV será uma das cinco versões do novo X5, revelado em junho. É o primeiro BMW oferecido com tantas propulsões na mesma carroceria: gasolina, diesel, híbrido plug-in, 100% elétrico e, por último, célula de combustível.

Todas recebem tecnologias da Neue Klasse, nova geração de modelos da marca, como o Heart of Joy, espécie de "supercomputador" que coordena motor, freios, direção e várias outras funções do veículo.

Como ele funciona

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A célula de combustível une o hidrogênio do tanque ao oxigênio do ar e gera a eletricidade que move o carro. Desenvolvida com a Toyota, a terceira geração do sistema é 25% menor que a usada na frota de testes e será fabricada em Steyr, na Áustria.

Sete tanques planos de fibra de carbono guardam 7 kg de hidrogênio a 700 bar sob o assoalho. A autonomia prevista é de até 750 km no ciclo WLTP, e a meta é acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos, com tração integral e dois motores. A BMW, porém, ainda não divulgou os números de potência e torque do conjunto.

O trunfo é o tempo de abastecimento: encher os tanques leva menos de 5 minutos, praticamente o mesmo que abastecer um X5 a gasolina. A autonomia também saltou frente aos protótipos do iX5 a hidrogênio, que, em testes desde 2023, rodava cerca de 500 km.

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A produção em ocorrerá série nos EUA. O iX5 Hydrogen sairá da mesma linha das outras versões do X5 em Spartanburg, na Carolina do Sul. Isso é possível porque os tanques ocupam o espaço da bateria do elétrico, dispensando grandes mudanças no ferramental. A BMW ainda não divulgou preços.

Onde abastecer é o problema

A marca ainda não confirmou os países de venda, mas deve mirar mercados com rede de hidrogênio. A Coreia do Sul tem 198 postos, e o Japão, cerca de 150. A Alemanha caiu para 50, e os EUA somam 47, todos na Califórnia.

A própria BMW admite o desafio: a empresa já declarou que o hidrogênio precisa custar o mesmo que o diesel na bomba para o carro dar certo comercialmente. Não há previsão de venda no Brasil, que também não tem postos do tipo.

Pedra no painel e aço de sucata

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A nova geração do BMW X5 traz suas excentricidades: pela primeira vez, por exemplo, a marca usa ardósia, uma pedra natural, como acabamento interno, ao lado de detalhes em vidro, faixa de luz ambiente e costuras em X nas portas e no painel.

Cerca de metade do aço do X5 sai de fornos elétricos alimentados por sucata e energia renovável, e toda a eletricidade comprada pela fábrica vem de fontes limpas.

No Brasil, o novo X5 ainda não tem data de estrear em qualquer versão.

Defenda a verdade

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