Brasil "não precisa de terapeuta”, diz Renan sobre candidatura de Cury

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Renan foi questionado sobre o crescimento de Cury nas pesquisas como principal candidato de terceira via, ante lulismo e bolsonarismo

03/09/2026 20:56

Victor Aguiar/Metrópoles
Renan Santos (Missão), candidato à Presidência da República

Candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos afirmou nesta quinta-feira (3/9) que o Brasil “não precisa de terapeuta” ao criticar a candidatura de Augusto Cury (Avante), um de seus concorrentes na disputa pelo Palácio do Planalto.

A declaração ocorreu durante uma coletiva de imprensa antes da sabatina do candidato na CNN Brasil, após Renan ser questionado sobre o desempenho de sua campanha nas pesquisas eleitorais e sobre o crescimento de Cury, que tem figurado nos levantamentos como o principal candidato entre aqueles que buscam ocupar uma “terceira via”, fora da polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o bolsonarismo — justamente a proposta da campanha de Renan, frequentemente crítica a ambos os lados.

“O senhor Cury fez uma campanha muito fácil, que é basicamente convocar influenciadores ligados ao Banco Master para divulgar ele fingindo que está tudo bem no país e que as pessoas precisam de um terapeuta. A gente não precisa de um terapeuta”, afirmou.

Questionado sobre o que falta para sua candidatura deslanchar, Renan afirmou que a campanha estaria apenas começando a entrar em uma fase mais política. Segundo ele, casos como as investigações envolvendo o Banco Master e o escândalo do INSS devem fazer com que os eleitores passem a discutir corrupção durante a campanha.

“Faltava começar a campanha de fato política. E começou. […] O caso do Banco Master e o escândalo do INSS vão começar a pautar e as pessoas vão ser obrigadas a falar sobre escândalos de corrupção”, declarou.

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Na sequência, Renan voltou a defender suas principais bandeiras, com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao crime organizado e a casos de corrupção.

“A gente precisa tirar o Alexandre de Moraes e o Dias Toffoli do STF. A gente precisa tirar as pessoas envolvidas nos escândalos de corrupção. A gente precisa destruir o crime organizado”, disse.

Meritocracia na educação

Renan defendeu ainda a criação de um “auxílio pecuniário” para famílias de alunos com bom desempenho na rede pública. Segundo o candidato, a medida faria parte de uma política de meritocracia na educação, que também premiaria estudantes, professores e diretores.

“Nós temos que premiar as crianças que vão melhor, premiar as famílias das crianças que vão melhor, os diretores que vão melhor e os professores que vão melhor”, afirmou.

Terras raras

Na área econômica e de política externa, Renan defendeu o uso das reservas brasileiras de terras raras como instrumento de negociação internacional. Segundo ele, eventuais acordos com outros países deveriam exigir que o processamento dos minerais e parte da cadeia industrial permanecessem no Brasil.

“Ninguém vai vir aqui extrair terra rara e levar esse material bruto para processar em outra nação”, disse.

O candidato afirmou ainda que pretende estabelecer acordos com empresas estrangeiras que envolvam transferência de tecnologia e joint ventures com companhias brasileiras.