‘Nossa justiça não pode ficar refém de vazamentos seletivos’, diz Lula sobre Master

Homem idoso de barba e cabelo branco, vestindo terno azul-marinho e gravata bordô, fala em microfones com a boca aberta, em frente a uma bandeira do Brasil
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O presidente Luiz Inácio Inácio Lula da Silva quebrou o silêncio e afirmou nesta quinta-feira que o país não pode ficar refém de vazamentos seletivos. O petista defendeu a adoção de um código de ética para o Judiciário.

“O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios. O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado. Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos. Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”, disse Lula em vídeo divulgado pela pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Essa foi a primeira declaração pública do mandatário em meio à crise que afeta o STF, mas ele evitou citar as recentes revelações sobre alguns dos magistrados. Nos últimos dias, vazamentos revelaram a relação entre Daniel Vorcaro, do Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, e tornou-se público um encontro do ex-banqueiro com André Mendonça, relator do caso Master na Corte.

Lula destacou ainda que é “fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”.

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“Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações. Como presidente da Republica, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira”, afirmou o petista.

Em meio à escala da crise no STF, o ministro Gilmar Mendes se reuniu com Lula na terça-feira. No mesmo dia, o presidente conversou com o presidente da Corte, Edson Fachin. O objetivo era como estava o clima dentro do Supremo cem função da crise.

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