O conde Spencer, irmão da falecida princesa Diana, confessa, no livro de memórias que será lançado na próxima semana, que o agora rei Carlos III "parecia eufórico" quando lhe telefonou depois da sua morte em 1997. Alegando que parecia "um vencedor da lotaria" depois da notícia.
Carlos e o irmão de Diana na inauguração da fonte em sua memória em 2004 AP Photo/Fiona Hanson, Pool
O relato consta do livro Swan Song: Diana, My Sister (O Canto do Cisne: Diana, Minha Irmã, numa tradução livre para português), cujos excertos têm sido publicados pelo Daily Mail. A polémica já mereceu uma resposta por parte do Palácio de Buckingham: "Apesar de, por princípio, não comentarmos livros, a Sua Majestade está ciente de que a dor da perda de um irmão pode toldar a razão, afetar o julgamento e colorir a memória de formas que outros não reconhecem, mesmo tantos anos após uma perda".
Antes deste excerto, já tinha vindo a público outro em que Charles Spencer refere que o então príncipe Carlos terá dito: "Vamos esquecê-la rapidamente".
Representantes do príncipe Harry já indicaram que o filho mais novo de Carlos e Diana não pretende comentar sobre o livro. Do lado do irmão mais velho, William, a resposta vem do palácio e é a mesma que foi dada em nome do rei.
Nos excertos do livro, o irmão de Diana conta que soube da sua morte - num acidente de carro em Paris, a 31 de agosto de 1997 -, num telefonema feito pela sua irmã Jane, a meio da noite na sua casa na Cidade do Cabo, em África do Sul. Entre as chamadas que recebeu nessa madrugada está a do agora rei Carlos, que estava divorciado de Diana desde 1996. "Ao contrário das outras pessoas, que estavam atónitas, quase incapazes de articular as suas condolências e ofertas de ajuda, ele parecia eufórico - como um vencedor da lotaria, lembro-me de pensar na época", escreve no livro.
O livro refere também o casamento atribulado de Carlos e Diana. Começa por referir que na véspera do casamento Carlos terá dito a Diana que estava "muito feliz por casar com ela, mas... não estava apaixonado por ela". Charles Spencer acredita que a irmã sofria de Défice de Atenção e Hiperatividade e que, por isso, sofria também de Disforia de Rejeição, descrevendo esta condição como "uma dor emocional intensa perante a rejeição dos outros ou criticismo".
O conde Spencer adianta ainda que a irmã pensou em tirar a sua vida várias vezes, no últimos anos, mas que o amor pelos filhos "a impediu de o fazer".
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