"Era impossível não amar Lindsey Graham como ser humano e, claro, como senador", disse JD Vance, sob a cúpula do Capitólio, durante a homenagem ao congressista da Carolina do Sul, que faleceu a 11 de julho devido a uma condição cardíaca, aos 71 anos.
Após o Capitólio, terá lugar uma cerimónia à tarde na Catedral de Washington, na presença de Donald Trump, que deverá proferir um elogio fúnebre, e na qual marcam também presença o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
Lindsey Graham, figura central do campo intervencionista, corrente que defende a participação ativa, económica ou militar dos EUA em assuntos internacionais, foi um paladino da defesa da Ucrânia contra a invasão russa, apoiando mais ajuda a Kiev e mais sanções a Moscovo, mas também um fervoroso defensor de Israel.
Na altura do anúncio da morte, Trump saudou Lindsey Graham como "uma das maiores pessoas e senadores" que conheceu e ordenou que as bandeiras norte-americanas fossem colocadas a meia haste em todo o país durante vários dias.
O Presidente prestou uma homenagem especial ao senador no canal Fox News na terça-feira.
"Francamente, Lindsey adorava a guerra", disse, antes de acrescentar: "Nunca viu uma guerra de que não gostasse".
Lindsey Graham fez campanha durante anos a favor da intervenção militar contra o Irão e viu o conflito desencadeado pelos Estados Unidos ao lado de Israel, em fevereiro, como uma grande vitória.
Já Teerão descreveu o senador como mau na altura da sua morte.
Eleito pela primeira vez para a Câmara dos Representantes em 1994, Lindsey Graham entrou para o Senado em 2002 e foi sucessivamente reeleito desde então.
Contrário ao aborto, ocupou cargos muito influentes na câmara alta, como presidente da comissão orçamental.
Lindsey Graham será sepultado na quarta-feira na Carolina do Sul, num enterro privado reservado à família e amigos próximos.
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