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Na Itália, chuvas fortes literalmente descobrem um precioso pedaço da história antiga. Depois de dias de precipitações intensas, um movimento de terra na encosta abaixo do cemitério de Sant’Elpidio a Mare, na região italiana de Marche, fez aflorar um vaso de cerâmica arredondado, com as decorações ainda visíveis e praticamente intacto. O que poderia parecer apenas um fragmento entre a terra deslocada revelou-se parte do conjunto funerário de uma tumba com cerca de 2.500 anos.
O achado foi comunicado às autoridades e, na manhã da última terça-feira, 8, técnicos da Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem das províncias de Ascoli Piceno, Fermo e Macerata foram ao local para investigar o material. Sob a direção do arquiteto Giovanni Issini, a equipe identificou os objetos como parte de um conjunto funerário mais amplo, formado por vasos e recipientes de cerâmica. A sepultura foi atribuída, ainda de maneira preliminar, à cultura picena e datada do século VI a.C.
Os Picenos são um dos povos da Itália pré-romana pouco conhecidos pelo grande público. Sua presença se concentrou principalmente nas atuais Marche e no norte de Abruzzo, na costa do Adriático. No século VI a.C., a cultura picena vivia um período de grande desenvolvimento, com comunidades costeiras e do interior e uma elite que enterrava os mortos com objetos de prestígio.
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E há uma conexão particularmente interessante com a Grécia. Nesse período, os contatos entre os Picenos e o mundo grego, a Magna Grécia e os Etruscos se intensificaram. Pesquisas arqueológicas identificam tanto a circulação de objetos gregos quanto a adoção seletiva de modelos e práticas culturais gregas no território piceno.
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A operação de emergência foi conduzida pelo arqueólogo Francesco Belfiori, responsável pela área, com participação de técnicos da prefeitura e dos Carabinieri. Os objetos foram documentados, retirados do local e colocados em segurança para evitar danos ou possíveis saques. Agora passarão por restauração e estudos que poderão esclarecer melhor sua origem, função e o contexto da sepultura.
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A área de Sant’Elpidio a Mare, por sua vez, já era considerada de interesse arqueológico devido a outros achados fortuitos. A prefeitura informou que pretende, em conjunto com a Superintendência, encontrar um espaço para conservar e futuramente apresentar os objetos ao público.
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