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Os incidentes ocorreram na segunda-feira à noite na aldeia de Jalud, no norte da Cisjordânia ocupada, quando os colonos tentavam impedir o regresso de uma família palestiniana a casa.
Os colonos bloquearam estradas e apedrejaram as Forças de Defesa de Israel (FDI) e da Guarda Fronteiriça que tentavam "dispersar amotinados israelitas e proteger os residentes da localidade", disse o porta-voz militar num comunicado.
"A operação realizou-se enquanto se coordenava o regresso de uma família palestiniana ao seu lar na aldeia", disse o porta-voz, citado pela agência espanhola EP.
A família tinha sido obrigada a abandonar a habitação após ter sido vítima de "vários incidentes de violência de caráter nacionalista".
"Devido à violência, não foi possível completar a missão de os devolver à sua casa", informou o exército israelita.
"Na aldeia congregaram-se mais de 100 amotinados israelitas, que bloquearam estradas, queimaram pneus e lançaram pedras contra as forças de segurança", precisou o exército.
Os colonos "incendiaram edifícios palestinianos na localidade, bem como veículos e outras propriedades", referiu.
Sem referir qualquer balanço de vítimas palestinianas, o porta-voz militar disse três membros da Guarda Fronteiriça "sofreram ferimentos ligeiros e um veículo das forças de segurança ficou danificado".
Disse também que as tropas dispersaram a multidão e detiveram dois suspeitos, que foram levados para uma esquadra para serem interrogados, tendo sido aberta uma investigação.
"O setor da segurança condena energeticamente qualquer agressão contra o pessoal de segurança no exercício de funções, bem como os atos de vandalismo e os danos à propriedade", afirmou o porta-voz militar.
Acrescentou que "incidentes deste tipo desviam a atenção, minam a estabilidade e prejudicam as atividades de defesa e contraterrorismo das forças de segurança".
A agência de notícias palestiniana WAFA noticiou que os ataques se prolongaram durante a madrugada de hoje, e incluíram o incêndio de duas casas de uma mesma família.
A família abandonou a residência em julho, após meses de assédio e ataques reiterados, segundo a WAFA.
Horas antes do ataque, as autoridades israelitas tinham permitido à família regressar após quase dois meses de deslocamento forçado, em cumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal de Israel que os autorizava a recuperar a residência.
O proprietário da habitação afetada, Mahmud al Tubasi, declarou à WAFA que a família tentou regressar, quando foi confrontada com a magnitude da destruição da casa, que disse ter ficado inabitável.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, condenou os incidentes, que descreveu como "graves e abomináveis".
Ssar assinalou numa mensagem nas redes sociais que os distúrbios em Jalud "incluíram a queima de propriedades e ferimentos em agentes da Guarda Fronteiriça".
Disse tratar-se de atos cometidos por "criminosos que devem ser processados com todo o peso da lei".
"Foi aberta uma investigação, e exorto os investigadores do Distrito de Judeia e Samaria e a unidade forense a realizarem um inquérito exaustivo e completo para levar os amotinados perante a justiça" disse.
Judeia e Samaria é o nome bíblico da Cisjordânia que as autoridades de Israel usam para se referir a este território da Palestina.
O Presidente israelita, Isaac Herzog, também defendeu que os acontecimentos em Jalud, que considerou de "grave violência", supõem "um ato atroz que deve ser punido com todo o peso da lei".
Herzog defendeu que as autoridades "devem atuar com firmeza contra os infratores e garantir que enfrentam todo o peso da lei".
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