Compra estes alimentos? Preço disparou (mesmo) na última semana

O cabaz alimentar até ficou mais barato na última semana, mas, apesar de tudo, há preços de alimentos que dispararam mesmo. É o caso dos brócolos, do café e do pão de forma sem côdea.

Entre 15 e 22 de julho, os brócolos registaram um aumento de 12%, para 3,40 euros, o café torrado moído subiu 10%, para 4,93 euros, e o pão de forma sem côdea registou um acréscimo de 9%, para 2,55 euros, os produtos com maiores aumentos de preços.

E face ao ano passado?

Em relação ao ano passado, a maior subida de preço verificou-se em produtos como a couve-coração (27% custando atualmente 1,72 euros), o bacalhau graúdo (24% custando atualmente 19,22 euros por quilograma), e a perca do nilo (23% custando atualmente 12,21 euros por quilograma).

Por outro lado, desde 5 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (123% para 12,96 euros por quilograma), o bacalhau graúdo (81% para 19,22 euros) e os ovos (76% para 2,01 euros).

Cabaz alimentar tem maior descida do ano. Custa agora 251,29 euros

Cabaz alimentar tem maior descida do ano. Custa agora 251,29 euros

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste caiu 5,17 euros na última semana, a maior descida desde o início do ano, fixando-se nos 251,29 euros, informou hoje a associação do consumidor.

Lusa | 12:21 - 22/07/2026

Como está o cabaz alimentar? 

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste caiu 5,17 euros na última semana, a maior descida desde o início do ano, fixando-se nos 251,29 euros, informou a organização de defesa do consumidor.

cabaz alimentar monitorizado pela Deco Proteste, organização de defesa do consumidor, custa esta semana 251,29 euros, o que representa a maior descida desde o início do ano, um decréscimo de 5,17 euros face à semana anterior", referiu a organização em comunicado

A cesta alimentar inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe.

Entre outros, são considerados produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.

Taxa de inflação abrandou para 3,2% em junho

A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 3,2% em junho de 2026, taxa inferior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) à registada no mês anterior, divulgou o INE. 

Já o indicador de inflação subjacente - índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos - registou uma variação homóloga de 2,5% (2,2% em maio). 

A variação do índice relativo aos produtos energéticos diminuiu para 9,1% (13,1% no mês anterior), refletindo uma redução dos preços dos combustíveis, e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 5,1% (5,7% em maio). 

A variação mensal do IPC foi 0,1% (0,2% no mês precedente e 0,1% em junho de 2025). A variação média dos últimos doze meses foi 2,6% (2,5% no mês anterior). 

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português apresentou uma variação homóloga de 3,1%, taxa idêntica à do mês anterior e superior em 0,3 p.p. ao valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em maio, a taxa de variação homóloga do IHPC português tinha sido inferior em 0,1 p.p. à da área do Euro). 

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