Douglas Costa concedeu uma extensa entrevista à edição deste sábado do jornal italiano Tuttosport, na qual abordou diversos temas, começando, desde logo, pela passagem de Cristiano Ronaldo pela Juventus, entre 2018 (quando foi adquirido ao Real Madrid, por mais de 100 milhões de euros) e 2021 (quando foi vendido ao Manchester United, por 17 milhões de euros).
O internacional brasileiro não poupou nos elogios tecidos ao português (que, mais tarde, viria a rumar ao Al Nassr, clube no qual se mantém, até ao dia de hoje), e garantiu que, pese embora tenham sido notícia os alegados problemas com Maurizio Sarri e Massimiliano Allegri, não houve qualquer tipo de dificuldade com a "gestão" deste, no seio do plantel.
"Durante quase 15 anos, ele era já uma garantia, pelos golos que marcava. Era um jogador muito fácil de gerir. Brincava muito, quando era momento disso, mas, em campo, era uma máquina. Sou felicíssimo por ter tido a oportunidade de jogar com ele. Foi, seguramente, uma grande sorte", afirmou.
O avançado formado no Sporting, recorde-se, disputou um total de 134 jogos oficiais com a camisola bianconera, ao cabo dos quais somou 101 golos e 19 assistências, contribuindo de sobremaneira para a conquista de duas Series A, uma Taça de Itália e ainda duas Supertaças de Itália.
A importância de Alex Sandro
Aos 35 anos de idade, e depois de passagens por Los Angeles Galaxy, Fluminense, Sydney FC, Chievo e, atualmente, Al-Ittifaq, o avançado recordou o período em que partilhou balneário com outra 'cara conhecida' do futebol português, na Vecchia Signora. Mais concretamente, com Alex Sandro, antigo jogador do FC Porto.
Neste caso, revelou que o compatriota desempenhou, inclusive, um papel preponderante na sua própria contratação ao Bayern Munique, em 2018, por 40 milhões de euros: "Foi uma coisa muito rápida, mas começou algum tempo antes. [Andrea] Agnelli e [Fabio] Paratici já tinham falado comigo, no final do Juventus-Bayern Munique, na Liga dos Campeões de 2016".
"Depois, fui à Austrália, com o Alex Sandro, para realizar um amigável, pelo Brasil. Ele tinha ouvido que o Internazionale queria levar-me para Itália, e, de facto, estavam interessados em mim. Então, Alex Sandro perguntou-me 'Mas tu irias para a Juventus?'. Eu nunca tive qualquer dúvida, especialmente, porque [Carlo] Ancelotti, no Bayern Munique, iria jogar menos", lembrou.
"O treinador tinha sido muito claro comigo. Então, Paratici ligou-me, e foi tudo muito rápido, mas, de resto, quando a Juventus te liga, não podes dizer 'Não'", completou.
"Gostava que a Juventus voltasse a assustar toda a gente"
A terminar, Douglas Costa disse não ter dúvidas de que, com Luciano Spalletti, a Juventus (formação na qual alinha o luso Francisco Conceição) tem tudo para voltar a triunfar, com uma confissão pelo meio: "As equipas dele praticam um grande futebol. Eu gostava de ter sido treinador por alguém como ele".
"Eu gostava que a Juventus voltasse a assustar toda a gente. Temos de resolver um pouco as coisas e redescobrir imediatamente o espírito de vitória", concluiu.
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