As autoridades avançaram também que já foram prestados cuidados de saúde a mais de um milhar de pessoas, sendo que uma delas se encontra gravemente ferida e aguarda agora a transferência para a península.
Quanto ao número de migrantes que regressaram a Marrocos, o delegado não conseguiu fornecer um número exacto. "Divulgaremos quando tivermos os dados", explicou.
No entanto, fontes policiais citadas pela agência EFE este domingo calculam que cerca de 73.500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde quinta-feira. Este número de saídas poderá incluir pessoas que entraram na avalanche que se precipitou sobre a fronteira com Marrocos do enclave espanhol no norte de África, entre quinta e sexta-feira, e outras que já estavam desde dias anteriores em Ceuta.
As mesmas fontes pensam que poderá haver nestes números também pessoas que entraram e saíram diversas vezes no final da semana passada de Ceuta.
Ceuta, o enclave espanhol onde vivem pouco mais de 83 mil pessoas, tenta regressar à normalidade depois da entrada de quase 60 mil pessoas vindas de Marrocos entre quinta e sexta-feira. Oficialmente, o Governo de Espanha e o executivo da cidade autónoma de Ceuta afirmam que as primeiras estimativas eram de que entre 50.000 e 60.000 pessoas alcançaram o enclave de forma ilegal nessa entrada massiva.
Embora a maioria já tenha regressado ao seu país, as Forças de Segurança e o Exército realizam operações nas ruas para garantir que todos deixem a cidade.
Miguel Ángel Pérez Triano garantiu, no sábado, que as autoridades estão a trabalhar para agilizar os processos relativos às pessoas que entraram irregularmente na cidade autónoma nos últimos dias, para que regressem a Marrocos "o mais rápido possível".
“Em Ceuta, como já se pode ver, há muito menos pessoas do que quando chegaram. Houve muitas partidas”, destacou Pérez Triano, acrescentando que serão tomadas medidas para agilizar os procedimentos de repatriamento dos migrantes para os seus países de origem.
Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.
Foi também reforçada a fronteira junto ao pontão de El Tarajal, com uma nova barreira pneumática de meio quilómetro já instalada sobre o mar no sábado.