Continua após publicidade
Os minoritários da Oncoclínicas chegam com boas perspectivas ao julgamento da CVM sobre a obrigatoriedade de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) da companhia. Interlocutores com conhecimento do processo veem hoje ambiente favorável no Colegiado para reverter a posição adotada pela área técnica da autarquia.
A avaliação é de que ao menos dois dos três votos que devem participar do julgamento tendem a ser favoráveis à realização da OPA. O terceiro voto ainda é considerado menos previsível, mas, caso essa leitura se confirme, não seria necessário para formar maioria.
O julgamento está previsto para terça-feira, dia 25. O Colegiado vai analisar recurso contra a decisão da Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE), que entendeu que a reorganização envolvendo a Centaurus e veículos ligados ao Goldman Sachs não acionou a cláusula estatutária que obriga a realização da oferta.
A disputa gira em torno da exceção prevista no estatuto da Oncoclínicas para participações existentes antes da abertura de capital. Os minoritários sustentam que a Centaurus não detinha, naquele momento, os direitos sobre as ações necessários para se beneficiar dessa proteção e que, ao ultrapassar posteriormente o limite previsto no estatuto, passou a ser obrigada a lançar a OPA.
Continua após a publicidade
A própria análise da SRE reconheceu que a posição da Centaurus antes do IPO não equivalia necessariamente à titularidade direta das ações, mas concluiu que a finalidade da cláusula estatutária justificava a dispensa. É justamente essa interpretação que poderá ser revista pelo Colegiado.
Uma decisão favorável aos minoritários abriria caminho para a exigência da OPA e encerraria uma das principais disputas societárias em torno da Oncoclínicas. Os detalhes sobre preço e condições da eventual oferta, porém, ainda dependeriam dos desdobramentos da decisão da CVM.
Publicidade