A proposta foi enviada à Infantino há pouco mais de uma semana, como contraponto ao plano de venda de 20% das ações da subsidiária por quase R$ 20 bilhões. O argumento é de que isso não seria preciso, já que a reserva de US$ 6 bilhões seria "consideravelmente superior ao necessário para manter a Fifa durante os anos de déficit que se seguem a uma Copa do Mundo", segundo os três presidentes continentais, que escreveram nas condições de vices da Fifa.
Na réplica, Infantino coloca essa distribuição como uma ideia complementar à exploração comercial e ao investimento privado. A Fifa ainda pretende apresentar uma revisão do plano na reunião do Conselho, em 15 de outubro.
"A proposta comercial recente, que agora foi retirada, pretendia permitir que a Fifa investisse mais no futebol - não substituir o apoio que poderia ser fornecido de forma responsável a partir dos recursos existentes. Portanto, na verdade, teria sido uma adição", argumenta o presidente.
O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, irá agora consolidar todas as propostas em uma avaliação integrada para consideração pelo Conselho no dia 15. Foi pedido que modelos financeiros, suposições e informações de apoio sejam encaminhados a Grafstrom. Infantino já havia demonstrado abertura a novas ideias em comunicado enviado às associações na última semana.
A partir desta análise unificada, o Conselho deve estabelecer o método para a distribuição desses repasses de reservas da Fifa. Serão considerados: o valor, o momento e o objetivo desses repasses; o nível de reserva que a entidade deve manter para garantir "força financeira e independência"; os critérios de elegibilidade, implementação, reporte e auditoria necessários para garantir benefícios sustentáveis e duradouros para o futebol.
"Eu não vou prejulgar o valor. Apoiarei o maior nível de financiamento adicional que possa ser entregue de forma responsável por meio do processo de governança adequado da Fifa, aplicado de maneira justa e apoiado por arranjos transparentes e auditáveis", garantiu Infantino.