Estabilidade ajuda Portugal a captar investimento, diz secretário de Estado das Finanças

A estabilidade política e financeira ajudam Portugal a captar investimento estrangeiro e o Governo quer manter esse caminho, reconhecido pelas agências de rating, afirmou esta terça-feira o secretário de Estado das Finanças.

O secretário de Estado do Tesouro e das Finanças falava na Cimeira Luso-Francesa do Financiamento Especializado, organizada hoje em Lisboa pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting e pela Associação Francesa das Sociedades Financeiras (ASF, na sigla original), onde salientou o aumento do investimento estrangeiro em Portugal por parte de empresas da segunda maior economia da zona euro.

"Num contexto internacional cada vez mais exigente, marcado por riscos geopolíticos, rápidas mudanças e transição energética, as economias são chamadas a responder com modelos cada vez mais robustos, onde a confiança é o ativo mais valorizado", disse.

Uma das principais preocupações do Governo português passa por "garantir que existe estabilidade e que existe confiança no sistema económico e financeiro do país", uma "âncora do investimento e do financiamento".

Segundo o governante da equipa do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, "Portugal é cada vez mais um país atrativo para investir" porque "tem estabilidade política, financeira e económica, mão-de-obra especializada, compromisso com a sustentabilidade ambiental e social, e independência energética, além de um Governo comprometido com o desenvolvimento empresarial".

O executivo tem apostado na "redução da dívida pública" e numa "gestão orçamental responsável, alicerçada em políticas públicas sustentáveis" que favorecem Portugal como destino do investimento e que está a ser valorizado pelas agências de notação financeira, enfatizou João Silva Lopes.

"Este caminho tem vindo a ser feito com base numa gestão prudente, suportada em alicerces financeiros sólidos e sem descurar o pilar social, a melhoria dos serviços públicos em diversas áreas, como a saúde e a educação, a transição digital, a desburocratização, as infraestruturas, tornando o nosso país mais preparado e resiliente para as próximas décadas", notou.

O secretário de Estado citou o investimento das empresas francesas como um exemplo dessa trajetória, sublinhando que as relações bilaterais "dos últimos meses" têm consolidado uma "relação económica muito forte" entre França e Portugal.

O secretário de Estado referiu-se, em particular, ao setor financeiro, pela entrada do grupo bancário BPCE como acionista do Novo Banco, pelo reforço do BNP Paribas e "a concentração de muitos dos seus serviços partilhados em Portugal", e pela expansão do centro de competências Natixis (do grupo BPCE) com o objetivo de chegar aos 4.000 trabalhadores nos próximos anos.

Falando sobre o tecido empresarial, disse que, além do financiamento bancário tradicional, "é imperativo que as empresas disponham de um acesso facilitado ao financiamento, em particular ao especializado".

Este tipo de crédito "é essencial para a realização de operações que permitam às empresas liquidez e uma gestão financeira mais ajustada às suas necessidades", afirmou.