"Estamos sempre a pedir o esforço às pessoas. Onde é que está o Estado?"

"A verdade é que o Estado nunca faz o esforço. Nós estamos sempre a pedir o esforço, às pessoas, as pessoas a viver pior, onde é que está o esforço do Estado?", questionou Mariana Leitão.

Neste sentido, defendeu que "o Estado tem de tirar a mão do bolso das pessoas, tem de garantir que o dinheiro que elas produzem a trabalhar, ou a investir, é delas e é usado para elas terem uma boa vida e não para alimentar os vícios e as incompetências do Estado e isto é algo que é fundamental que seja feito já para que de facto as pessoas consigam viver melhor".

Mariana Leitão falava hoje aos jornalistas à margem da quarta edição do "Just X'IL – Academia Liberal da Juventude" a decorrer numa unidade hoteleira nas Termas de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu, e que conta com cerca de uma centena de pessoas.

"Temos uma proposta aprovada, já fizemos a nossa parte, conseguimos aprovar a proposta, agora depende do Governo implementá-la. Já tentámos resolver essa parte aliviando no imediato as famílias do aumento do preço dos combustíveis", indicou.

Segundo o projeto de resolução da IL, a medida em causa propõe que o imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) seja reduzido de forma a anular a dupla tributação e também salvaguardar que o imposto final garanta que Portugal tem um esforço fiscal sobre os combustíveis, equiparado ao seu poder de compra na União Europeia, garantindo a sua justiça.

"Estamos a falar de uma diferença de menos 30 cêntimos por litro, faz muita diferença na vida das pessoas", realçou hoje Mariana Leitão, lembrando que se a proposta estivesse aplicada "os portugueses já poderiam ter poupado imenso dinheiro".

"Estamos a falar de 700 milhões nestes últimos meses, coisa que não aconteceu. Enquanto o governo não tomar uma medida efetiva, ou pelo menos implementar a medida que a IL fez aprovar no Parlamento, os portugueses vão continuar a ser castigados cada vez que os preços dos combustíveis aumentam", reforçou.

Para acrescentar que o Governo "diz que não está a fazer dinheiro com estes aumentos, mas a verdade é que também não está a fazer nada para compensar os portugueses, que estão a perder e a perder muito", cada vez os preços aumentam.

A propósito da medida do Governo no caso do IRS, mariana Leitão disse tratar-se de "paliativos, sempre com remendos que não são suficientes" enquanto se cai "no erro de evitar tomar medidas concretas, fazer reformas necessárias para o país" e para se conseguir ter "resistência a estas crises".

Com o custo de vida a "disparar imenso nos últimos anos, desde o aumento dos combustíveis ao aumento do preço dos bens", Mariana Leitão defendeu que "é preciso agir e agir não é apenas com estes remendos que vão sendo feitos".

"Enquanto o Governo continuar a não fazer aquilo que é necessário, aquilo que nós quase que imploramos ao Governo que faça, que são as reformas necessárias - a reforma fiscal, a reforma da segurança social, (...) importantes para que o país funcione, para que as pessoas sintam alívio ao fim do mês, vamos continuar a não resolver os problemas", disse.

Para a líder da IL, o partido já fez a sua proposta sobre os combustíveis e, a esse propósito, disse que este fim de semana em São Pedro do Sul, com os jovens, é também uma forma de "enriquecer e preparar para olharem para o mundo e para o país e darem também eles o seu contributo".

"Estamos a ter painéis muito interessantes, com convidados com uma visão para o país. A política é feita para, e com, os jovens, porque temos sempre de ter uma visão de longo prazo. Não podemos gerir um país a pensar no hoje ou amanhã, temos de pensar a 10 ou 20 anos. Temos de pensar no país que queremos deixar a estes jovens e aos mais novos", defendeu Mariana Leitão.

[Notícia atualizada às 12h41]

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