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Os investidores estrangeiros intensificaram a retirada de recursos da bolsa brasileira em agosto. Apenas no pregão de 13 de agosto, saíram 2 bilhões de reais da B3, levando o saldo negativo do mês para 15,6 bilhões de reais. Apesar da reversão recente, o fluxo acumulado em 2026 ainda permanece positivo em 20,7 bilhões de reais.
A mudança de direção contrasta com o início do ano. Somente no primeiro trimestre, mais de 53 bilhões de reais em capital estrangeiro ingressaram no mercado acionário brasileiro. A retirada ganhou velocidade em agosto e, nos sete primeiros pregões do mês, já alcançava 11,9 bilhões de reais. Em 11 de agosto, a saída chegou a 4,7 bilhões de reais em uma única sessão, a maior movimentação negativa diária em cinco anos.
A deterioração do fluxo coincide com uma mudança na percepção internacional sobre os ativos brasileiros. O JPMorgan reduziu sua recomendação para as ações do País de “overweight” para “neutra”, citando fatores como desaceleração da economia e piora das condições de crédito. O cenário eleitoral e as incertezas fiscais também passaram a pesar nas decisões dos investidores, enquanto juros elevados aumentam a competição por capital.
Enquanto os estrangeiros reduzem posições, investidores locais ocupam parte desse espaço. Os institucionais brasileiros registraram entrada de 1,6 bilhão de reais no pregão de 13 de agosto e acumulam saldo positivo de 9,1 bilhões de reais no mês. As pessoas físicas também mantêm fluxo positivo, com 1,6 bilhão de reais em agosto.
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O movimento ainda não elimina o saldo positivo dos estrangeiros em 2026, mas mostra uma reversão relevante em relação aos primeiros meses do ano. A continuidade das retiradas nas próximas semanas deverá indicar se agosto representa uma redução pontual de exposição ou uma mudança mais duradoura na alocação internacional para a bolsa brasileira.
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