Segundo a diplomacia norte-americana, a medida pode ser revogada caso o Brasil conceda o aval diplomático para que o indicado do Presidente Donald Trump assuma a embaixada norte-americana no Brasil.
Daniel Perez foi indicado para o cargo em junho deste ano, sendo que a sua aprovação ainda não foi referendada pelo Congresso norte-americano.
Washington indica ainda que adotou a medida após autoridades brasileiras sinalizarem que só concederiam o «agrément» (aprovação, no jargão diplomático) a Daniel Perez após as eleições gerais do Brasil, o que foi considerado inaceitável pela diplomacia norte-americana.
O Departamento de Estado refere ainda que agiu com reciprocidade por Brasília negar visto a dois funcionários do Departamento de Estado há duas semanas, sob alegação de a visita ao Brasil poder ser utilizada para descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro.
A revogação do visto da embaixadora brasileira não significa a expulsão de Maria Luiza Ribeiro Viotti do país, frisou a mesma fonte.
A Lusa pediu uma reação ao Ministério de Relações Exteriores do Brasil, que até o momento não respondeu.
A Casa Branca e o Palácio do Planalto vivem tensões diplomáticas desde o ano passado, quando Trump anunciou a imposição das primeiras tarifas alfandegárias ao Brasil. Em julho, Washington aplicou novas sobretaxas a produtos brasileiros.
No mês passado, os Estados Unidos decidiram também estender por um ano o estado de emergência para o país sul-americano, classificando o Governo brasileiro como uma ameaça "incomum e extraordinária" à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.
Acrescentando aos atritos com o Governo brasileiro, Washington classificou recentemente como organizações terroristas globais as duas maiores fações criminosas do Brasil - Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
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