Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que subiu para 2,488%, continuou abaixo das taxas a seis (2,723%) e a 12 meses (2,993%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 2,723%, mais 0,021 pontos que na quinta-feira e um novo máximo desde novembro de 2024.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a maio indicam que a Euribor a seis meses representava 39,17% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.
No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou hoje para 2,993%, mais 0,046 pontos e um novo máximo desde setembro de 2024.
A Euribor a três meses também subiu hoje, ao ser fixada em 2,488%, mais 0,016 pontos que na quinta-feira.
O BCE (Banco Central Europeu) manteve na quinta-feira as três taxas diretoras, como antecipado pelo mercado, que agora prevê uma subida das mesmas em setembro.
Na anterior reunião de política monetária em 11 de junho, o BCE subiu, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente em 0,25 pontos percentuais, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 9 e 10 de setembro, em Berlim.
Em junho, a média mensal da Euribor subiu, de novo, a três e a seis meses, mas desceu no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em junho subiu 0,113 pontos para 2,339% a três meses e 0,060 pontos percentuais para 2,596% a seis meses.
Já a 12 meses, a média da Euribor baixou 0,006 para 2,798%.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
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