Exames: Houve 843 "provas com desconformidades". 2.ª fase? "Normalidade"

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, deu conta de que houve “843 situações de provas com desconformidades” na primeira fase da correção dos exames nacionais do ensino secundário, tendo assegurado que, na segunda fase do processo, “está tudo a decorrer com normalidade”.

“Temos, neste momento, em curso a classificação da segunda fase. No final da parte da manhã, tínhamos 70% das provas classificadas da segunda fase. Não temos, até agora, problemas reportados”, disse o responsável, esta quinta-feira.

Fernando Alexandre frisou que “os procedimentos de correção que foram introduzidos permitiram evitar” os erros que se verificaram na primeira fase, pelo que “está tudo a decorrer com normalidade”.

“Há professores classificadores que reportam situações, mas têm sido todas verificadas e, de facto, são erros dos alunos”, elucidou.

A título de exemplo, o tutelar da pasta da Educação apontou que “um professor vê uma pergunta do grupo I item 2 e o aluno queria dizer grupo II item 1. “É este tipo de situações. Ou seja, o professor classificador tem o item correto, o aluno é que identificou o item erradamente. Este é o erro mais frequente que tem sido identificado e, por isso, as coisas estão a decorrer com normalidade”, reiterou.

O ministro indicou ainda que, na primeira fase, “contabilizaram-se, no final, 843 situações de provas com desconformidades”, que “foram corrigidas”.

“Desde o início da semana que o Júri Nacional de Exames está a tratar desses casos e, por isso, agora é responsabilidade do Júri Nacional de Exames transmitir as classificações finais a esses alunos. Lamentamos, de facto, saberem as classificações cerca de uma semana depois dos outros alunos mas, de qualquer maneira, estamos dentro dos prazos para o concurso nacional de acesso e os alunos terão sempre protegida a sua situação. Temos mecanismos para isso e não serão prejudicados, de forma alguma, no seu percurso escolar, seja no acesso ao ensino superior”, reforçou.

Recorde-se que, pela primeira vez este ano, quase 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, tendo o processo registado várias falhas técnicas que obrigaram ao adiamento da divulgação das notas.

O ministro da Educação tem reconhecido os problemas, mas garante que nenhum aluno será prejudicado. Aliás, a tutela decidiu adiar a divulgação dos resultados da 1.ª fase para 17 de julho, mas as notas só foram afixadas nas escolas à noite. Acresce que muitos alunos tiveram de esperar mais alguns dias para saber os resultados, e também a 2.ª fase dos exames nacionais começou mais tarde, tendo decorrido entre 21 a 24 de julho.

Apesar destes atrasos, o Ministério manteve os calendários de candidatura da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 6 de agosto, e criou uma época especial de exames, que decorrerá entre 3 e 8 de setembro.

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