Lucros da CGD crescem 2,2% para 913 milhões no 1.º semestre

Na conferência de imprensa de apresentação de resultados do primeiro semestre, em Lisboa, o presidente executivo, Paulo Macedo, disse que o volume de negócios da instituição financeira registou um aumento de 11.500 milhões em relação ao período homólogo.

A subida é impulsionada por um crescimento do crédito de 3.600 milhões de euros e de 3.400 milhões nos recursos.

De acordo com a informação comunicada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) no momento em que Paulo Macedo apresentava os resultados, a margem financeira consolidada, que se refere à diferença entre os juros cobrados nos créditos e a remuneração dos depósitos, foi de 1.241 milhões de euros.

De janeiro a junho, registou-se uma redução de 3% neste indicador em relação ao primeiro semestre de 2025, com uma diminuição de cerca de 42 milhões de euros, apesar de nos dois primeiros trimestres do ano se observar "um nível de crescimento face ao trimestre anterior".

As comissões em relação ao volume de negócios estabilizaram, "refletindo isenções e manutenção do preçário pelo quarto ano consecutivo e o valor mais baixo dos principais concorrentes", indica a empresa.

Os recursos totais do banco em Portugal ascenderam a 107.000 milhões de euros, com os valores dos fundos e seguros a duplicarem a taxa de crescimento dos depósitos.

A carteira de crédito dos clientes no país totalizou 55.000 milhões de euros, crescendo 3.600 milhões de euros, o que representa uma subida de 7% em termos homólogos.

O crédito à habitação ascendeu a cerca de 3.700 milhões de euros, uma subida de 42% em relação primeiro semestre do ano passado. Em junho, indicou o banco, a produção de financiamento para a compra de casa foi de 740 milhões de euros, o que a CGD diz ser um marco histórico.

No crédito às empresas, o novo financiamento ao investimento é de 3.700 milhões, mais 49% do que no período homólogo.

Na conferência de imprensa, Paulo Macedo disse que o banco bateu "em termos históricos o seu número de transações", sendo que apenas 1% são realizadas aos balcões, num momento em que o número de agências é menor.

Questionado sobre a queda do peso do produto bancário no ativo total, Paulo Macedo explicou que o valor desce porque a CGD continua com as comissões mais baixas de todo o mercado em relação ao volume de negócios.

Questionado se o Banco CTT é uma instituição que a CGD teria interesse em comprar, Paulo Macedo respondeu: "Não estamos a analisar aquisições".

O CEO referiu que não seria permitida a compra de um banco nas mesmas localidades onde já está presente ou, se acontecesse, a Autoridade da Concorrência exigiria remédios, e disse que para haver a aquisição de uma instituição financeira, o negócio teria de trazer uma diversificação do portefólio de clientes.

O presidente executivo adiantou ainda que a CGD entregou ao Estado este ano 1.330 milhões de euros, entre dividendos e IRC, prevendo-se que no final do ano o valor seja de 1.660 milhões de euros, depois de ter pago 1.780 milhões em 2025 e 1.660 milhões em 2024.

[Notícia atualizada às 18h49]

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