Bloqueada em 19 de agosto, por intermédio da justiça belga, a verba corresponde a "96% do prejuízo fiscal segundo a avaliação da PNF", adiantaram o procurador nacional financeiro, Pascal Prache, e o procurador do Rei de Bruxelas, Julien Moinil, em comunicado conjunto.
Já a McKinsey, investigada por alegada lavagem de dinheiro proveniente de fraude fiscal agravada, referiu, à Agence France-Presse (AFP), que o bloqueio cautelar é "um procedimento vinculado a uma investigação preliminar conduzida pelas autoridades francesas", que "não constitui decisão judicial definitiva".
"Continuamos a cooperar com as autoridades francesas e a contestar qualquer irregularidade de nossa parte. Reafirmamos o compromisso de cumprir as nossas obrigações fiscais na França e em todos os países onde atuamos", acrescentou o grupo.
Gigante americana de consultoria, a McKinsey & Company é alvo, desde março de 2022, dessa investigação preliminar, aberta na sequência de uma comissão de inquérito do Senado e confiada ao Escritório Nacional Antifraude (ONAF).
A investigação criminal foi aberta para apurar um possível esquema fiscal envolvendo as unidades francesas da McKinsey, o qual teria permitido que a empresa não pagasse imposto de renda de pessoas coletivas no país, entre 2011 e 2020.
Após ouvir testemunhas e suspeitos, a PNF solicitou a assistência da justiça belga "no âmbito da cooperação internacional", segundo o comunicado hoje emitido.
O bloqueio não está relacionado com as investigações judiciais instauradas posteriormente, a propósito de alegadas "irregularidades na prestação de contas de financiamentos de campanhas", face à atuação de empresas de consultoria nas campanhas presidenciais de 2017 e 2022 de Emmanuel Macron.
Essas investigações envolveram buscas nas residências de dirigentes e ex-dirigentes da McKinsey, na sede parisiense da empresa de consultoria, no Ministério da Saúde francês, bem como nas sedes do partido de Emmanuel Macron, o Renaissance, e na associação de financiamento desse movimento.
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