
AL4/DP0 em Peugeot, Citroën e Renault
Esse é o famoso câmbio de quatro marchas que equipou diversos modelos de Peugeot, Citroën e Renault. É conhecido por problemas no corpo de válvulas, solenoides e superaquecimento.
Trancos e mudanças de marcha irregulares são sinais de alerta. Provavelmente é o câmbio mais visto nas oficinas especializadas em automáticos.

Aisin AT6 em Fiat e Jeep
É um câmbio de seis marchas bastante utilizado por Fiat e Jeep, além de outras marcas. Na verdade, ele é muito bom, mas em modelos dessas duas marcas específicas pegou má-fama devido a problemas no trocador de calor que podem permitir a contaminação do fluido do câmbio pelo líquido de arrefecimento. O problema pode evoluir para um reparo bem caro, onde o câmbio precisa ser aberto.
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6T70 em Chevrolet
Encontrado principalmente no antigo Chevrolet Captiva (não confundir com o atual Captiva EV), é robusto, mas pode apresentar problemas no corpo de válvulas, solenoides e componentes internos. Quando o defeito aparece, a conta costuma ser alta.

6L45 em BMW
Essa foi uma caixa de seis marchas, fabricada pela General Motors e encontrada em alguns BMW Série 1, Série 3, X1 e X3. Pode apresentar problemas de mecatrônica, corpo de válvulas e conversor de torque. Há ainda registros de falhas que podem provocar perda de determinadas marchas ou até da ré.
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Powershift em Ford e Volvo
Aqui já estamos falando de um automatizado de dupla embreagem seca, e não de um automático convencional. Equipou diversos Ford, como Fiesta, Focus e EcoSport, e ficou famoso por milhares de relatos de problemas em todo o mundo. Trancos, trepidações, falhas de embreagem e problemas no módulo de controle ficaram conhecidos no mercado de usados.
Existe uma variação desse câmbio, o MPS6, com embreagens banhadas, que equipou vários modelos da Volvo, como XC60, S60 e V60. Apesar disso, também é problemático na marca sueca.

DSG DQ200 em Volkswagen e Audi
Outro câmbio automatizado de dupla embreagem seca, o DQ 200 equipou vários modelos da Volkswagen e Audi. A mecatrônica e o conjunto de embreagens são os principais pontos de atenção.
Continua após a publicidadeSão atraentes por serem baratos pelo conjunto que entrega, mas esse barato fica bem caro quando o câmbio apresenta um desses problemas.

Multitronic em Audi
Hoje extinto na marca, o câmbio CVT foi utilizado em modelos com o A4 por muitos anos. Foi o primeiro apto a lidar com motores com bastante torque, algo que esse tipo de transmissão nunca gostou muito. Ainda assim, foram vários os registros de quebras prematuras. Problemas na eletrônica, no sistema hidráulico e no conjunto de polias e corrente podem resultar em reparos bastante caros.

Autotronic 722.8 em Mercedes-Benz
Mais um câmbio CVT, dessa vez fabricado e utilizado pela Mercedes-Benz, em modelos menores como Classe A e Classe B mais antigos. Assim como no Audi, exige atenção. Falhas eletrônicas, problemas de sensores e desgaste do conjunto podem fazer o carro entrar em modo de emergência ou até deixar de transmitir força.
Continua após a publicidadeComo viram, até mesmo marcas premium podem sofrer com problemas crônicos em seus componentes. Por isso, antes de comprar um automático usado, vale pesquisar o histórico daquela transmissão, fazer um teste cuidadoso e, quando houver qualquer dúvida, levar o carro para uma avaliação especializada. O barato pode sair muito caro quando o assunto é câmbio automático.
Opinião
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.
