Caçador de Carros: Fuja destes carros: veja câmbios automáticos que podem virar uma 'bomba'

Peugeot 206
Peugeot 206 Imagem: Divulgação

AL4/DP0 em Peugeot, Citroën e Renault

Esse é o famoso câmbio de quatro marchas que equipou diversos modelos de Peugeot, Citroën e Renault. É conhecido por problemas no corpo de válvulas, solenoides e superaquecimento.

Trancos e mudanças de marcha irregulares são sinais de alerta. Provavelmente é o câmbio mais visto nas oficinas especializadas em automáticos.

Renegade
Renegade Imagem: Redação

Aisin AT6 em Fiat e Jeep

É um câmbio de seis marchas bastante utilizado por Fiat e Jeep, além de outras marcas. Na verdade, ele é muito bom, mas em modelos dessas duas marcas específicas pegou má-fama devido a problemas no trocador de calor que podem permitir a contaminação do fluido do câmbio pelo líquido de arrefecimento. O problema pode evoluir para um reparo bem caro, onde o câmbio precisa ser aberto.

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Chevrolet Captiva
Chevrolet Captiva Imagem: Divulgação

6T70 em Chevrolet

Encontrado principalmente no antigo Chevrolet Captiva (não confundir com o atual Captiva EV), é robusto, mas pode apresentar problemas no corpo de válvulas, solenoides e componentes internos. Quando o defeito aparece, a conta costuma ser alta.

BMW X1
BMW X1 Imagem: Murilo Góes/UOL

6L45 em BMW

Essa foi uma caixa de seis marchas, fabricada pela General Motors e encontrada em alguns BMW Série 1, Série 3, X1 e X3. Pode apresentar problemas de mecatrônica, corpo de válvulas e conversor de torque. Há ainda registros de falhas que podem provocar perda de determinadas marchas ou até da ré.

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Ford Fiesta
Ford Fiesta Imagem: Divulgação

Powershift em Ford e Volvo

Aqui já estamos falando de um automatizado de dupla embreagem seca, e não de um automático convencional. Equipou diversos Ford, como Fiesta, Focus e EcoSport, e ficou famoso por milhares de relatos de problemas em todo o mundo. Trancos, trepidações, falhas de embreagem e problemas no módulo de controle ficaram conhecidos no mercado de usados.

Existe uma variação desse câmbio, o MPS6, com embreagens banhadas, que equipou vários modelos da Volvo, como XC60, S60 e V60. Apesar disso, também é problemático na marca sueca.

Audi A1
Audi A1 Imagem: Divulgação

DSG DQ200 em Volkswagen e Audi

Outro câmbio automatizado de dupla embreagem seca, o DQ 200 equipou vários modelos da Volkswagen e Audi. A mecatrônica e o conjunto de embreagens são os principais pontos de atenção.

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São atraentes por serem baratos pelo conjunto que entrega, mas esse barato fica bem caro quando o câmbio apresenta um desses problemas.

Audi A4
Audi A4 Imagem: divulgação

Multitronic em Audi

Hoje extinto na marca, o câmbio CVT foi utilizado em modelos com o A4 por muitos anos. Foi o primeiro apto a lidar com motores com bastante torque, algo que esse tipo de transmissão nunca gostou muito. Ainda assim, foram vários os registros de quebras prematuras. Problemas na eletrônica, no sistema hidráulico e no conjunto de polias e corrente podem resultar em reparos bastante caros.

Mercedes-Benz B200
Mercedes-Benz B200 Imagem: divulgação

Autotronic 722.8 em Mercedes-Benz

Mais um câmbio CVT, dessa vez fabricado e utilizado pela Mercedes-Benz, em modelos menores como Classe A e Classe B mais antigos. Assim como no Audi, exige atenção. Falhas eletrônicas, problemas de sensores e desgaste do conjunto podem fazer o carro entrar em modo de emergência ou até deixar de transmitir força.

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Como viram, até mesmo marcas premium podem sofrer com problemas crônicos em seus componentes. Por isso, antes de comprar um automático usado, vale pesquisar o histórico daquela transmissão, fazer um teste cuidadoso e, quando houver qualquer dúvida, levar o carro para uma avaliação especializada. O barato pode sair muito caro quando o assunto é câmbio automático.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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