A Rede Portuguesa Saber Fazer tem por objetivo assegurar a continuidade do investimento realizado desde 2020 no âmbito do Programa Saber Fazer, apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), dando-lhe um enquadramento permanente, com instrumentos próprios de financiamento, anunciou hoje a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, no 5.º Fórum Cultura no Museu do Côa.
"Os saberes tradicionais são um património cultural vivo, mas são também conhecimento, qualificação, economia e coesão territorial. Com a Rede Portuguesa Saber Fazer, o Governo cria as condições para que o trabalho desenvolvido desde 2020 tenha continuidade e para que as artes e ofícios tradicionais possam afirmar-se verdadeiramente como um recurso de desenvolvimento para comunidades e territórios em todo o país", afirmou Margarida Balseiro Lopes, citada num comunicado divulgado pelo seu gabinete.
A estrutura deverá funcionar como uma rede nacional de cooperação entre artesãos e outros profissionais do setor, entidades públicas e privadas, instituições de ensino, municípios e agentes culturais, promovendo a salvaguarda, transmissão e valorização das artes e ofícios tradicionais.
Entre os instrumentos previstos estão oficinas em rede, um repositório digital e programas de valorização, procurando também promover a partilha de conhecimentos, a investigação e a inovação a partir dos territórios.
A criação da rede surge depois da integração das Artes e Ofícios Tradicionais no Regime de Apoio às Artes da Direção-Geral das Artes (DGArtes), através de um programa próprio destinado a financiar projetos nas áreas da salvaguarda, transmissão, documentação, investigação, mediação cultural e valorização destes saberes.
A adesão à Rede Portuguesa Saber Fazer será uma condição para aceder aos novos apoios financeiros, embora a interação na estrutura não garanta, por si só, a atribuição de financiamento.
A portaria que cria e regulamenta a rede entra hoje em consulta pública, durante 10 dias, estando previsto que os primeiros pedidos de adesão possam ser apresentados em outubro.
Até ao final do ano deverá ser lançado o primeiro aviso do Programa de Apoio às Artes e Ofícios Tradicionais.
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