Gracindo Júnior, que morreu aos 83 anos, nesta terça-feira (1), no Rio de Janeiro, teve uma participação marcante em uma das fases de transformação do Fantástico. No início dos anos 1980, o ator e diretor foi um dos responsáveis pela direção e também apresentou os primeiros clipes musicais produzidos e exibidos pelo programa.
Naquele período, os musicais eram uma das principais marcas do Fantástico. O programa exibia shows acústicos de artistas brasileiros e estrangeiros e também passou a apostar nos videoclipes como uma nova forma de apresentar música na televisão.
Gracindo Júnior participou desse momento tanto diante quanto atrás das câmeras. Segundo o Memória Globo, ele foi um dos diretores e o apresentador dos primeiros clipes musicais produzidos e exibidos pelo Fantástico.
A experiência reunia duas áreas que marcaram a carreira do artista: a atuação e a direção. Gracindo Júnior fazia parte do primeiro elenco da TV Globo, desde a inauguração da emissora, em 1965. Ao longo da carreira, trabalhou em novelas, minisséries, cinema e teatro, além de exercer funções de direção.
Gracindo Júnior entrou na Globo antes mesmo da inauguração oficial da emissora. Em depoimento ao Memória Globo, contou que já estava contratado em dezembro de 1964, meses antes de a TV Globo entrar no ar, em abril de 1965.
Na televisão, participou de produções como 'Rosinha do Sobrado', 'Padre Tião', 'A Rainha Louca', 'O Casarão' e 'O Bem-Amado'. Em 'O Casarão', de 1976, contracenou com o pai, o ator Paulo Gracindo, que interpretava uma versão mais velha do mesmo personagem vivido por ele.
Também construiu uma carreira atrás das câmeras. Em 1979, dirigiu as novelas 'Memórias de Amor' e 'Marron-Glacé'. Em 1983, assumiu ainda a direção de 'Os Trapalhões'.
Foi nesse período de trabalhos como diretor que surgiu a participação nos musicais do Fantástico.
Entre câmeras e palcos
A passagem pelo Fantástico foi uma das diferentes funções desempenhadas por Gracindo Júnior na televisão. O artista também dirigiu episódios de outras produções da Globo e manteve uma carreira paralela no teatro.
Além de ator e diretor, trabalhou como produtor, roteirista e letrista. Sua trajetória começou no rádio, passou pelo teatro e se estendeu por mais de cinco décadas entre televisão e cinema.