Há projetos de hidrogénio prestes a arrancar, mas maioria fica pelo caminho e vários hesitam

Só um quarto dos projetos de hidrogénio têm luz verde. Destes, alguns arrancam em 2026, mas muitos aguardam melhores ventos.

O hidrogénio verde é uma promessa que ainda não ganhou forma, mas cujo momento da verdade parece estar a aproximar-se. Existem quase 40 projetos autorizados a avançar, ainda assim menos de metade daqueles que já foram cancelados, indeferidos ou que simplesmente caducaram. Até ao final deste ano, deverão arrancar projetos da Galp, Repsol e HyChem, enquanto outros hesitam em tomar a decisão final de investimento. Empresas e especialistas do setor apontam a necessidade de mais regulação que enquadre os investimentos assim como de incentivos, para que mais projetos ganhem tração.

A Direção Geral de Energia e Geologia conta, na lista de registos prévios, 142 projetos de hidrogénio verde que lhe foram submetidos. Destes, a maioria foi cancelado, caducado ou indeferido. Ainda assim, um pouco mais de um quarto tem título emitido, o que significa que foi dada luz verde ao promotor para avançar com o desenvolvimento do projeto. E há dois que estão mais à frente, em fase de averbamento/início de exploração, na qual tem de estar concluída a instalação do estabelecimento de produção, em condições de permitir o arranque da exploração.

Estes dois projetos, em fase mais avançada, são o já conhecido da Gestene, no Seixal, através do qual foi injetada a primeira molécula de hidrogénio verde na rede, em 2024. O outro é o H2Alba, da Repsol, em Sines. A Repsol confirma que obteve, no passado dia 10 de julho, o Título Digital de Exploração do Eletrolisador, a autorização necessária para a entrada em funcionamento da instalação, tornando-se “um dos primeiros em Portugal e o primeiro à escala industrial” com este selo.

O projeto encontra-se assim na fase final antes da entrada em operação. “O arranque da produção está previsto para os próximos meses”, em linha com a entrada em funcionamento das novas unidades de polietileno linear (PEL) e polipropileno (PP) do complexo, detalha fonte oficial da empresa.

O projeto H2Alba representa um investimento total de cerca de 15 milhões de euros e contempla um eletrolisador com uma potência de 4 megawatts (MW), destinado à produção de hidrogénio renovável no Complexo Industrial da Repsol em Sines. O eletrolisador terá capacidade para produzir cerca de 600 toneladas de hidrogénio renovável por ano, utilizando eletricidade de origem renovável, e este será usado para autoconsumo no complexo industrial, permitindo uma redução estimada de cerca de 6.000 toneladas de dióxido de carbono por ano.

Por seu lado, a petrolífera Galp reitera que um dos dois projetos de hidrogénio verde que tem em desenvolvimento em Sines, o Galp H2 Park, “deverá iniciar a produção até ao final do ano”. Em causa está a instalação de 100 megawatts de capacidade de eletrólise (o processo que dá origem ao hidrogénio), sendo que este gás renovável irá substituir cerca de 20% do hidrogénio utilizado na Refinaria de Sines, que atualmente é produzido a partir de gás natural. “Será um dos primeiros projetos desta dimensão (100MW) a entrar em operação em toda a Europa, ou talvez mesmo o primeiro”, sublinha a Galp.

Reportagem na refinaria da Galp em Sines - 25MAR24
Cristina Cachola, diretora da refinaria de Sines, e Sérgio Machado, diretor de Hidrogénio Verde e BiocombustíveisHugo Amaral/ECO

A Galp tem ainda em desenvolvimento o projeto GreenH2Atlantic, também de 100MW, nas instalações da antiga central térmica de Sines, através do consórcio Hytlantic. Este projeto obteve recentemente uma declaração ambiental favorável, sujeita a algumas condições. “O projeto segue o seu percurso, encontrando-se na fase de definição dos projetos de engenharia”, indica a Galp.

Também em Sines, a Madoqua Renewables tem dado passos no sentido de produzir amoníaco verde, utilizando hidrogénio verde como matéria-prima. O projeto MP2X encontra-se “numa fase avançada de desenvolvimento”. Já obteve a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável e deverá entrar em breve na fase de movimentação de terras. “As restantes frentes de desenvolvimento continuam também a evoluir de forma consistente, posicionando o projeto para alcançar a Decisão Final de Investimento”, informa, Miguel Roque Martins, Chief Operating Officer da Madoqua Renewables. A empresa já investiu, até à data, mais de 100 milhões de euros no desenvolvimento do projeto.

A DGEG regista que os projetos da Madoqua MDQ Synfuels e MDQSYNFUELS2, localizados em Alcobaça e Leiria, têm títulos emitidos. A empresa não avançou mais dados sobre estes projetos até ao fecho deste artigo.

Da lista de projetos com título emitido pela DGEG consta também o HyChem, da empresa com o mesmo nome, e o H2Hub, da mesma autoria, ambos projetados para Vila Franca de Xira. O H2Hub, de acordo com o promotor, “estará operacional até ao final do ano”. O HyChem diz respeito a 20 megawatts de eletrolisadores que estão instalados e em operação “há dezenas de anos”, mas que passaram a utilizar apenas energia renovável, e portanto a produzir hidrogénio verde, a partir de 2023. Em 2026, a empresa conta produzir cerca de 1.200 toneladas de hidrogénio verde, correspondentes a cerca de 70% da sua capacidade nominal de produção.

No futuro próximo, a empresa prevê que cerca de metade da capacidade de produção anual, mais precisamente 764 toneladas anuais, sejam comercializadas para injeção na rede de gás natural. Isto depois de a HyChem ter ganho o leilão para injetar, por um prazo de 10 anos, hidrogénio verde na rede de gás natural. O início do fornecimento está pendente da conclusão da construção do pipeline de ligação ao ponto de injeção na rede, informa fonte oficial.

Já o “Co-Produção Verde”, projeto da mesma empresa e na mesma localização, foi cancelado. O mesmo previa a instalação de um parque de energia eólica para alimentar a produção de hidrogénio verde, mas “os prazos de licenciamento tornaram inviável a execução desse projeto”, pelo que a empresa optou por o reformular e avançar antes com um projeto de baterias, que segue em curso.

A Regaenergy é a promotora do Nazaré Green Hydrogen Valley (NGHV), um projeto que pretende instalar uma unidade de produção de hidrogénio e oxigénio verdes renováveis, com capacidade de 40 MW, na Marinha Grande.

O projeto [Nazaré Green Valley] tem sido desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos, obteve todas as licenças e está pronto para ser construído, porém, carece de uma decisão final de investimento [mas] enfrenta atualmente um conjunto de desafios transversais ao setor (…) que tornam o hidrogénio verde ainda pouco competitivo face a alternativas fósseis.

“O projeto tem sido desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos, obteve todas as licenças e está pronto para ser construído, porém, carece de uma decisão final de investimento”, indica a empresa. Isto porque o projeto “enfrenta atualmente um conjunto de desafios transversais ao setor”. Estes passam pela incerteza regulatória, tanto a nível nacional como europeu, pela ausência de condições de mercado e, finalmente, os custos ainda elevados de produção, infraestrutura e integração tecnológica, “que tornam o hidrogénio verde ainda pouco competitivo face a alternativas fósseis”, conclui fonte oficial. Nesse sentido, a empresa diz-se agora focada “em soluções renováveis viáveis a curto prazo”, como o biometano.

A RegaEnergy admite ter solicitado o cancelamento de um pedido inicial de injeção na rede para escoar o hidrogénio que seria produzido através do projeto Nazaré Green Hydrogen Valley. Posteriormente, submeteu um pedido de aumento de capacidade de eletrólise, o qual recebeu luz verde e se encontra licenciado, com o objetivo de entrega direta em gasoduto para autoconsumo coletivo.

Em paralelo, a empresa deixou cair o Coimbra Green H2 Valley, um projeto de 25 MW que se destinava também a injetar na rede. “Por motivos estratégicos do negócio, foi decidido não avançar com este projeto, o que foi comunicado há cerca de um ano à DGEG e justifica o indeferimento”, conclui a RegaEnergy.

A Cimpor também está no grupo de empresas com título emitido, no caso para um projeto destinado ao autoconsumo em Coimbra, o Cimpor H2 Souselas. “O projeto de produção de hidrogénio verde da Fábrica de Souselas integra o plano de descarbonização da instalação”, tendo como principal objetivo substituir parcialmente os combustíveis fósseis utilizados no processo de fabrico de cimento por hidrogénio verde produzido localmente a partir de fontes de energia renovável, explica a empresa.

O projeto prevê a instalação de uma unidade de eletrólise com 10 MW de potência elétrica, alimentada por uma central híbrida de energias renováveis com uma capacidade instalada de 21,6 MW. Permitirá a produção estimada de cerca de 950 toneladas de hidrogénio verde por ano, e quer evitar a emissão de 1.400 toneladas de dióxido de carbono ao ano.

Atualmente, o projeto [Cimpor H2 Souselas] encontra-se em fase de avaliação técnico-económica, estando em curso a análise da sua viabilidade, em particular do impacto dos custos operacionais associados à produção de hidrogénio verde.

Atualmente, o projeto encontra-se em fase de avaliação técnico-económica, estando em curso a análise da sua viabilidade, em particular do impacto dos custos operacionais associados à produção de hidrogénio verde”, explica o promotor. A Cimpor está a procurar desenvolver soluções que permitam reduzir os custos operacionais (OPEX) do projeto, de forma a suportar uma decisão final de investimento.

[O] quadro regulatório prolongou-se no tempo e os projetos caducaram antes de haver regulação para serem executados. A Prio está a acompanhar a evolução de todo o processo e a avaliar todas as possibilidades.

Do lado da Hyperion Renewables nota-se o mesmo impasse. Tem dois projetos com título emitido e um cancelado, “tendo em conta condicionantes de capacidade da rede na região”. Em relação aos que sobreviveram até agora, “não foi tomada uma decisão final de investimento”, informa fonte oficial da empresa.

A Hyperion espera produzir 830 toneladas por ano em Setúbal, num projeto de 7,5 megawatts, cujo licenciamento está concluído. Em Monte Novo, o projeto também licenciado que promove é um pouco maior, de 10 MW, capaz de produzir 1.100 toneladas anuais. “A viabilidade destes projetos depende sobretudo das condições de mercado, nomeadamente da procura e dos preços praticados no offtake de hidrogénio, pelo que não é possível, nesta fase, indicar uma data prevista para a entrada em operação”, conclui a empresa.

A Prio, por seu lado, conta apenas dois projetos caducados, um em Vila Franca de Xira e outro em Lisboa, e atribui a falta de implementação à ausência de regulação que acomode projetos para postos de abastecimento de hidrogénio abertos ao público. “Este quadro regulatório prolongou-se no tempo e os projetos caducaram antes de haver regulação para serem executados. A Prio está a acompanhar a evolução de todo o processo e a avaliar todas as possibilidades”.

Pedidos de ligação à rede desaceleram no H2. Biometano destaca-se

A Floene, a maior distribuidora de gás do país, indica que recebeu 156 pedidos de ligação à rede para injeção de hidrogénio verde nos últimos seis anos. Contudo, “é visível, em 2026, alguma desaceleração da dinâmica dos pedidos”, reconhece. A distribuidora descreve a quebra nos últimos dois anos como “notória”, preferindo não especificar como variou o fluxo de pedidos ano a ano.

A Floene, a maior distribuidora de gás do país, recebeu 156 pedidos de ligação à rede para injeção de hidrogénio verde nos últimos seis anos. Contudo, “é visível, em 2026, alguma desaceleração da dinâmica dos pedidos”.

Desde 2024, a procura de informação relacionada com projetos de produção de biometano superou aquela relativa a projetos de hidrogénio. “No curto prazo, o biometano apresenta maior maturidade e capacidade de execução”, frisa a entidade, atentando à facilidade de o integrar sem substituir equipamentos ou transformar infraestruturas, assim como a possibilidade de ser produzido a partir de recursos nacionais.

“A abordagem adequada não é, por isso, escolher entre hidrogénio e biometano. É sequenciar prioridades: acelerar agora o biometano e continuar a preparar o hidrogénio verde para desempenhar um papel progressivamente mais relevante no médio/longo prazo”, continua a distribuidora.

Ainda assim, “o hidrogénio verde continua a ser um vetor energético relevante para Portugal”, acredita a Floene, apesar de se ter alterado o grau de expectativa quanto à velocidade e à escala da sua implementação.

Entusiasmo “exagerado” dá lugar a seleção afinada

A Floene sublinha a “forte promoção política da solução” que se verificou inicialmente em relação à solução hidrogénio verde, através da criação de legislação, regulamentação e lançamento de um leilão de gases renováveis. Estas iniciativas alimentaram “a dinâmica visível” nos primeiros anos.

Filipe Vasconcelos Fernandes, como membro da direção da AP2H2 — Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio, corrobora: “O vetor hidrogénio teve uma visão inicial bastante entusiástica. Em alguns casos, não tenho problema nenhum em reconhecê-lo, exageradamente entusiástica”. No entanto, frisa que, atualmente, não vê um retrocesso em termos de políticas públicas, quer em Portugal, quer a nível europeu.

Portugal reúne condições muito competitivas para este tipo de investimento, nomeadamente pela elevada qualidade dos seus recursos renováveis, pela disponibilidade de infraestruturas industriais e portuárias e pela sua localização estratégica para exportação”, realça o líder operacional da Madoqua Renewables.

“O vetor hidrogénio teve uma visão inicial bastante entusiástica. Em alguns casos, não tenho problema nenhum em reconhecê-lo, exageradamente entusiástica. (…) [Contudo] vão continuar a existir projetos que vão arrancar porque têm aquilo que é preciso. Têm o capital, o posicionamento estratégico e uma correta visão da escala e do perfil do mercado.

Contudo, o dirigente da AP2H2 considera que o hidrogénio verde está numa “fase de transição”. O arrefecimento já terá ficado para trás, sendo que agora é tempo de se perceber quais os projetos que têm condições para avançar realmente. Sublinha, inclusivamente, que na fase de implementação de qualquer energia, “há muitos investimentos que têm que ficar pelo caminho”. Além disso, acrescenta, estes projetos são demorados de executar, até porque dependem da importação de eletrolisadores que, atualmente, podem demorar um ano a chegar.

Vão continuar a existir projetos que vão arrancar porque têm aquilo que é preciso. Têm o capital, o posicionamento estratégico e uma correta visão da escala e do perfil do mercado”, conclui Vasconcelos Fernandes.

Apoios e regulação aguardam-se

Na ótica da Floene, o ânimo face ao hidrogénio verde refreou não só pela dificuldade em encontrar a procura adequada e face ao concorrente biometano, mas também perante “a necessidade de criar um contexto viável para os projetos”. A distribuidora vê como principais obstáculos ao desenvolvimento deste gás os custos de produção, a dificuldade em assegurar contratos de longo prazo, a necessidade de escala e a evolução ainda incompleta do enquadramento regulatório.

À medida que estes fatores [escala, procura, regulação e elevado investimento inicial] evoluírem favoravelmente, espera-se que a competitividade do hidrogénio verde aumente de forma significativa.

A Madoqua Renewables olha para este setor como estando “em fase de consolidação”. Destaca como desafios a necessidade de garantir eletricidade renovável competitiva em grande escala, a evolução da procura e a existência de um enquadramento regulatório estável que permita reduzir o risco dos investimentos, assim como o elevado investimento inicial. “À medida que estes fatores evoluírem favoravelmente, espera-se que a competitividade do hidrogénio verde aumente de forma significativa”, vaticina Miguel Roque Martins.

A Galp acredita que a atratividade do hidrogénio verde está dependente de condições regulatórias que permitam incentivar a procura, mas também um sistema de incentivos ao investimento que permita que os projetos localizados no país possam competir com os que estão a ser desenvolvidos em mercados concorrentes, como Espanha.

Vasconcelos Fernandes insiste que “não há nenhum vetor energético cuja penetração, no curto e médio prazo, seja induzida sem algum tipo de apoio público”, tomando como exemplos o carvão, gás natural e energia eólica onshore e offshore.

Em relação à regulação, aguarda-se agora a revisão da Estratégia Nacional para o Hidrogénio que foi publicada em 2020. Na nova versão, o dirigente da AP2H2 espera que aumente o nível previsto de incorporação de gases renováveis nas redes de transporte. Esteve também em consulta pública, durante o mês de julho, o regulamento de construção, exploração e manutenção de postos de abastecimento de hidrogénio, essencial para avançar na introdução de hidrogénio verde nos transportes.

epa09317823 A hydrogen production plant of Shell in Wesseling, Germany, 02 July 2021. German Christian Democratic Union (CDU) leader Armin Laschet opens Europe’s largest green hydrogen production plant. EPA/FRIEDEMANN VOGELEPA/FRIEDEMANN VOGEL

Esperanças depositadas na indústria

A Floene defende que, pesando os diferentes obstáculos, o desenvolvimento do hidrogénio verde dependerá sobretudo da existência de consumidores dispostos a assumir compromissos de longo prazo, assim como de políticas públicas que reduzam o diferencial de custo face às alternativas fósseis. “Sem procura contratada, será difícil financiar projetos e criar escala”, vaticina, para depois pontuar: “O setor industrial terá um papel determinante como offtaker, sobretudo nas atividades que necessitam de moléculas renováveis para substituir combustíveis fósseis e reduzir a emissões”.

A mesma entidade acredita que os usos prioritários do hidrogénio verde passarão pelos processos industriais, pela produção de combustíveis renováveis e por outros consumos difíceis de descarbonizar.

O dirigente da AP2H2 também vê a indústria como “um dos setores prioritários” para a aplicação do hidrogénio verde, sobretudo para substituir grandes consumos de gás. “Acho que nós já temos evidência em Portugal, hoje, de que isso vai acontecer”, remata, escusando-se a abordar casos concretos.

A Galp, que deverá arrancar com a produção hidrogénio verde em Sines até ao final do ano, defende, em sintonia, que o hidrogénio verde é fundamental para a descarbonização de setores em que a eletrificação não é uma opção competitiva. Dá como exemplos a aviação, o transporte marítimo e rodoviário de mercadorias, e até, em certos casos, do transporte rodoviário tradicional, através da sua integração na produção de combustíveis de baixo carbono, como o combustível sustentável para aviação (SAF, na sigla em inglês) e o óleo vegetal hidrotratado (HVO).

Para o COO da Madoqua Renewables, os principais casos de uso são semelhantes: o contributo do hidrogénio verde deverá centrar-se na descarbonização da indústria, na produção de combustíveis sustentáveis para os transportes marítimos e aéreos e, em alguns casos, no armazenamento de energia renovável.