Segundo o boletim de ocorrência, a vítima procurou uma base da Polícia Militar no bairro Jardim Laguna para pedir ajuda. De acordo com o relato, ela manteve uma união estável por cerca de 24 anos com o suspeito, mas estava separada dele há aproximadamente dois meses.
Conforme a mulher, o ex-companheiro passou a agredi-la durante o dia, na empresa dos dois, depois de exigir que ela entregasse o celular. Um funcionário do local interveio para interromper a agressão e, posteriormente, acompanhou a vítima até a base da PM.
Ainda de acordo com o registro policial, no caminho, o suspeito começou a persegui-los e tentou atingir o veículo em que estavam. A vítima contou que ele chegou a passar por calçadas e canteiros durante a perseguição.
Os dois conseguiram chegar à base da PM no Jardim Laguna, onde a mulher pediu ajuda aos militares. Pouco depois, uma caminhonete se aproximou do local, e a vítima informou que o ex-companheiro estava dentro do veículo.

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Policial arrastado pelo suspeito
Segundo o boletim, o homem desceu da caminhonete e caminhou em direção aos policiais com uma das mãos na região da cintura. Uma sargento determinou que o suposto agressor parasse, mas ele não obedeceu. Diante da possibilidade de ele estar armado, os militares fizeram uso dissuasivo da arma de fogo, e o homem voltou para o veículo.
Na sequência, um policial tentou retirar a chave da ignição para impedir a fuga. O suspeito, porém, conseguiu dar partida e arrancou com a caminhonete. O militar ficou preso ao veículo e foi arrastado por alguns metros antes de conseguir se soltar.
O homem fugiu em alta velocidade e não havia sido localizado até a última atualização desta reportagem. A caminhonete foi encontrada abandonada posteriormente na Avenida Integração, no bairro Parque Ayrton Senna, também em Contagem, e apreendida pela polícia.
Mulher relata anos de agressões
A mulher relatou aos militares que sofria agressões do ex há mais de dez anos e que os episódios teriam se intensificado nos últimos meses. Segundo ela, o homem tinha histórico de uso de cocaína e apresentava comportamento alterado no momento da agressão.
A vítima disse suspeitar que ele pudesse estar sob efeito da droga, mas os militares não conseguiram confirmar a suspeita.
A ex-companheira do agressor contou também ter encontrado uma tag de rastreamento em sua bolsa cerca de uma semana antes e afirmou que o ex teria comprado uma arma de fogo recentemente, que seria mantida em um clube de tiro. No entanto, as informações não foram confirmadas pela polícia no registro.