Segundo a Human Rights Watch (HRW), a empresa Perenco, o único operador petrolífero da RDCongo, recorre à queima de gás, um processo que consiste em queimar o gás libertado durante a produção de petróleo, em "cinco locais" situados nas proximidades de comunidades residenciais.
"A queima de gás e a incineração de resíduos pela Perenco contribuíram para a má qualidade do ar na sua concessão, criando riscos para a saúde dos residentes", declarou a organização num relatório.
Os habitantes "relataram, nomeadamente, sintomas agudos, tais como dores no peito e náuseas, que atribuíram ao fumo proveniente da combustão numa instalação de tratamento de resíduos situada a dois quilómetros de uma aldeia", lê-se no documento.
De acordo com a investigação realizada no terreno pela HRW, a Perenco "também não impediu os derrames de petróleo provenientes dos poços e dos oleodutos para o solo e para os leitos dos rios".
A Organização Não-Governamental (ONG) recordou que "estudos independentes realizados em 2013 e 2025 documentaram uma grave contaminação ambiental associada às atividades petrolíferas na região, que expôs os residentes a gases, metais pesados, hidrocarbonetos e outros compostos reconhecidos como tóxicos e nocivos".
A Perenco negou à HRW que as suas atividades pudessem causar poluição e declarou que considerava "os estudos científicos realizados no local como metodologicamente inadequados", de acordo com o relatório.
A empresa afirmou ainda ter cessado a queima de gás em 220 locais situados na sua concessão.
O Governo congolês encomendou, em 2024, uma auditoria ambiental às atividades da Perenco, mas "não forneceu um calendário para a publicação do relatório final da auditoria, nem publicou conclusões provisórias", segundo a HRW, que o exorta a "divulgar todos os dados de monitorização ambiental".
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