IA provoca mais despedimentos. Uber vai cortar 10% dos trabalhadores

A Uber decidiu avançar com o despedimento de 10% dos trabalhadores das equipas que compõem a rede de apoio ao cliente da plataforma, com a empresa a citar a integração de Inteligência Artificial como o motivo na origem da decisão.

A decisão foi confirmada à Bloomberg e, no comunicado da Uber, a empresa nota que os despedimentos foram feitos para “simplificar operações, fortalecer a colaboração presencial e continuar a adotar Inteligência Artificial".

Além destes despedimentos, a Uber tomou outra decisão que impacta diretamente os trabalhadores que se mantiveram nesta divisão. Os funcionários que estavam a cumprir as suas funções remotamente terão de passar a fazê-lo a partir dos centros da empresa, com a Uber a efetivamente remover a opção de teletrabalho.

A vice-presidente desta divisão, Megha Yethadka, afirmou num memorando enviado aos trabalhadores que a “organização tornou-se demasiado complexa e compartimentada”.

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Dessa forma - e ainda que a empresa tenha “feito alguns progressos” na implementação de Inteligência Artificial nos seus processos - a executiva acrescentou que para implementar ainda mais ferramentas com esta tecnologia será preciso ter “uma organização eficaz para integrar IA”.

É importante lembrar que a Uber está longe de ser a única empresa tecnológica que tem despedido trabalhadores devido à implementação de Inteligência Artificial nos seus processos e equipas. A Meta, por exemplo, reduziu a sua força laboral em 10% e acredita-se que o PayPal está a preparar despedimentos que poderão afetar até 20% dos seus trabalhadores.

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Miguel Patinha Dias | 09:10 - 08/05/2026

No estudo participaram mais 12 mil pessoas pertencentes não só à gestão de empresas, como também profissionais de recursos humanos e trabalhadores comuns e, nas respostas dadas, fica claro que os gestores de empresas têm uma ideia clara do que representará a disseminação da Inteligência Artificial como ferramentas de produtividade.

Além de 99% dos executivos terem dito que esperam que a Inteligência Artificial “resulte em alguma redução de trabalhadores nos próximos dois anos”, outros 98% afirmaram que estão “a planear mudanças para a estruturas das suas organizações nos próximos dois anos”.

Quando comparados com outros trabalhadores de empresas, os executivos mostraram-se também como os mais interessados em como implementar Inteligência Artificial e automação nos processos de trabalho. Mais ainda, só um terço dos executivos afirmou que acredita que as capacidades de seres humanos e de ferramentas de Inteligência Artificial pode ser combinada de forma eficaz.

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