Dados divulgados pelo MEC mostram que o Brasil atingiu a meta nacional e registrou o melhor índice desde a criação do indicador. Na contramão, DF não alcançou nota esperada em nenhum dos períodos escolares avaliados.
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Na contramão do país, o Distrito Federal não alcançou a nota esperada em nenhum dos períodos escolares avaliados na rede pública de ensino.
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No ensino médio (redes pública e privada), a situação do DF foi a mais crítica: a nota ficou em 4,1, enquanto a meta era de 5,4 e a média nacional foi 4,5.
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A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 5,1 milhões em bens de Turra. O valor visa assegurar futura indenização para a família do jovem.
➡️ O Ideb é o principal indicador da qualidade da educação no Brasil. Ele avalia o desempenho dos estudantes em português e matemática, além das taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, gerando uma nota de zero a dez para cada etapa de ensino.
Nos resultados exclusivos das escolas públicas, o DF não conseguiu atingir a meta esperada em nenhum dos períodos escolares analisados e ficou abaixo da média nacional em todos eles.
- Nos anos iniciais do ensino fundamental, a meta para a rede pública distrital era de 6,5, mas a nota alcançada foi 6,0. A média nacional neste recorte foi de 6,1.
- Já nos anos finais do ensino fundamental, também nas escolas públicas, a meta era de 5,3, e o DF registrou 4,7. A média do país foi 5,0.
- No ensino médio, que soma as redes pública e privada, a situação do Distrito Federal foi ainda pior. A meta estabelecida era de 5,4, porém o índice registrado ficou em 4,1, abaixo da média nacional de 4,5.
O único índice em que o DF conseguiu ficar acima da média nacional foi na soma das notas das escolas públicas e privadas nos anos iniciais do ensino fundamental. A capital obteve nota 6,4, enquanto a média do país foi 6,3.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal ainda não se manifestou.
Escola no Distrito Federal. — Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Recuperação nacional
A nível nacional, o Ideb 2025 registrou o melhor resultado desde a criação do indicador, em 2005. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que o país superou as estimativas de recuperação pós-pandemia.
"Os relatórios internacionais dos organismos internacionais apontavam que o Brasil demoraria de 10 a 13 anos para conseguir voltar aos níveis pré-pandemia. E o que os resultados do Ideb mostram é que, tanto na proficiência quanto no fluxo, a gente conseguiu - em apenas dois ciclos, ou seja, em quatro anos - voltar àquela situação pré-pandemia", afirmou o ministro.
"Então a recuperação do Brasil, ao contrário de muitos países do mundo, ela foi mais rápida. Isso nos deixou bastante felizes e mostra a resiliência da rede da educação pública brasileira na educação básica", completou Barchini.
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