| Setor dos serviços dos EUA abrandou em junho
A atividade no setor de serviços dos EUA terá registado uma ligeira queda em junho. O indicador avançado ISM indicou que o índice de gestores de compras do setor não industrial registou uma ligeira descida para 54,0 em junho, face aos 54,5 registados em maio. Um valor acima de 50 indica crescimento no setor de serviços, que representa mais de dois terços da atividade económica dos EUA. O indicador da pesquisa relativo às novas encomendas recebidas pelas empresas de serviços caiu para 55,1, após ter subido para 57,3 em maio. A carteira de encomendas, no entanto, aumentou no mês passado. Um indicador dos preços pagos pelas empresas de serviços desceu para 67,7, um valor ainda elevado, face aos 71,3 registados em maio.
O Eur/Usd parece ter encontrado estabilidade um pouco acima da zona do suporte de $1,14. Durante grande parte da semana, o par variou entre os $1,1410 e os $1,1460, tendo apenas tocado níveis mais baixos quando atingiu brevemente os $1,1390 na sessão de quarta-feira. O indicador MACD continua com sinal de compra aberto.
| Preços no produtor na China atingem máximo de quase três anos
Na China, o índice de preços no produtor (IPP) subiu 4,1 % y/y em junho, o ritmo mais elevado desde julho de 2022, registando um aumento pelo quarto mês consecutivo. Este indicador, que registou uma subida de 3,9% em maio, quebrou em março uma série deflacionária que se arrastava há anos, à medida que os preços da energia disparavam na sequência da guerra no Irão. Por sua vez, o índice de preços no consumidor (IPC) subiu 1,0% y/y no mês passado, registando um abrandamento em relação ao aumento de 1,2% em maio e ficando abaixo da subida de 1,1% prevista. O IPC subjacente, que exclui os custos voláteis dos alimentos e da energia, subiu 1,0% em termos homólogos - o ritmo mais lento desde janeiro.
Em abril de 2025, o Usd/Cny atingiu os níveis mais elevados desde 2007, ao tocar a zona dos 7,35 yuan. Entre abril e dezembro desse ano, o câmbio quebrou sucessivamente vários níveis de suporte, com destaque para os patamares dos 7,22 e dos 7,1570. Desde o início de 2026, o par tem mantido a tendência descendente e, após renovar novos mínimos de fevereiro de 2023 quando atingiu os 6,7550 em junho, ronda agora os 6,78.
| Petróleo recupera com tensões no Médio Oriente
O petróleo registou uma semana sobretudo de ganhos, impulsionado pelo agravamento das tensões entre os EUA e o Irão. No início da semana, os preços mantiveram-se próximos dos níveis anteriores ao conflito, pressionados pelo acordo da OPEP+ para aumentar a produção a partir de agosto, pela redução dos preços oficiais de venda da Arábia Saudita e pela recuperação das exportações através do Estreito de Ormuz. A meio da semana, o mercado inverteu a tendência e registou fortes ganhos após ataques iranianos a navios comerciais no Estreito de Ormuz, a revogação da licença norte-americana para a venda de crude iraniano e novos ataques dos EUA ao Irão, intensificando os receios de interrupções no abastecimento. Na segunda metade da semana, os preços oscilaram entre subidas e correções, à medida que os investidores avaliavam a evolução do conflito. Na última sessão da semana, o petróleo recuou ligeiramente, mas manteve-se em trajetória de ganhos semanais, pressionado pelos receios de abrandamento da procura global.
Após várias semanas consecutivas de perdas, o preço do petróleo inverteu o sentimento e registou uma semana positiva. A matéria-prima iniciou com ganhos, chegando a meio da semana a atingir os $76/barril, máximos de duas semanas. Seguiu-se uma correção, mas o petróleo fechou mesmo assim o período a um nível superior ao que começou.
| Ouro reverte ganhos
O ouro registou uma semana de perdas ligeiras, pressionado pelo agravamento das tensões entre os EUA e o Irão e pelo consequente aumento dos receios de inflação. No início da semana, o metal precioso recuou devido ao fortalecimento do dólar e à subida dos preços do petróleo, enquanto os investidores aguardavam a divulgação da ata da reunião de junho da FED. A pressão intensificou-se a meio da semana, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que o acordo provisório com o Irão tinha terminado, alimentando preocupações quanto ao impacto do conflito na inflação. No final da semana, o ouro recuperou mais de 1%, beneficiando de compras oportunistas após as quedas anteriores. Ainda assim, na última sessão, o metal precioso voltou a recuar e encaminhou-se para uma perda semanal, perante a perspetiva de uma política monetária restritiva por parte da FED.
Depois dos ganhos registados no final da semana passada, o ouro deu continuidade e iniciou o período a atingir os $4200/onça, máximos de duas semanas. Contudo, seguiu-se uma correção que levou o metal precioso a perder a maior parte dos ganhos da semana anterior. Posteriormente, recuperou ligeiramente e encerrou o período por volta dos $4110/onça.
As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.