Irão ameaça Ucrânia com "consequências imprevisíveis" após ataque a navio

"Esta ação da Ucrânia foi um ato absolutamente ilegal e injustificado, contrário à Carta da ONU, bem como um ato de aventura perigoso que certamente não ficará sem resposta", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baghaei, numa conferência de imprensa, acrescentando que as consequências do ataque "serão certamente imprevisíveis".

O Governo do Irão afirmou no sábado que um marinheiro foi morto e outro ficou ferido na sequência de um ataque ucraniano a um dos seus navios mercantes no mar Cáspio.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, falou brevemente sobre os ataques no mar Cáspio, que, segundo o governante, atingiram um navio de guerra russo e embarcações utilizadas para transportar carga militar ligada ao Irão.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano referiu no sábado que a declaração de Zelensky representa uma admissão tácita de um ataque que "demonstra a persistência da atitude irracional e hostil do regime ucraniano em relação à República Islâmica do Irão".

"Ao atacar um navio mercante iraniano, o regime ucraniano não só violou o direito internacional, como também procura, de forma perigosa, semear a guerra e a insegurança", afirmou o ministério.

"Todas as partes preocupadas com a paz e a segurança na Europa de Leste e nas regiões adjacentes devem assumir uma postura responsável contra esta perigosa ação do regime ucraniano e responsabilizá-lo por este ato criminoso e provocador", acrescentou a diplomacia iraniana.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão convocou ainda o encarregado de negócios da Ucrânia na capital iraniana, "a quem o Teerão transmitiu o seu forte protesto contra este ato hostil e criminoso".

Irão denuncia ataque ucraniano no Mar Cáspio que matou um marinheiro

Irão denuncia ataque ucraniano no Mar Cáspio que matou um marinheiro

O Governo do Irão afirmou que um marinheiro foi hoje morto e outro ficou ferido na sequência de um ataque ucraniano a um dos seus navios mercantes no Mar Cáspio.

Lusa | 23:27 - 25/07/2026