Justiça torna réus 17 investigados por fraude na venda de livros | G1

Segundo o MPMS, o grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa que teria movimentado cerca de R$ 27 milhões. De acordo com a investigação, o esquema usava a estrutura da regulação da saúde pública para influenciar gestores municipais durante negociações de contratos para compra de livros.

Com o recebimento da denúncia, todos os investigados passam a responder formalmente a uma ação penal. Nesta fase, eles terão direito à ampla defesa e ao contraditório, enquanto a Justiça analisa as provas apresentadas pelo Ministério Público.

Operação Gutenberg

Da direita para a esquerda Gabriel Taquino de Paula , Paulo e Douglas de Melo, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, na fileira de cima. Ed Carlo Britto Burgatt, Olívia Jafar e Rossana Paroschi Jafar na fileira de baixo. — Foto: Redes Sociais

A operação foi deflagrada no início de julho e investiga suspeitas de fraude em licitações, corrupção e organização criminosa. Conforme o MPMS, o grupo teria manipulado processos de contratação de materiais paradidáticos em diferentes municípios de Mato Grosso do Sul.

Na denúncia, o Ministério Público aponta que servidores públicos e empresários teriam atuado em conjunto para favorecer empresas nas contratações. A investigação também apura o suposto uso da regulação de vagas e atendimentos na saúde como forma de pressionar ou influenciar prefeitos e gestores municipais durante as negociações.

Os réus negam as irregularidades ou terão oportunidade de apresentar defesa ao longo da ação penal. O processo seguirá com a produção de provas, depoimentos e demais etapas previstas pela Justiça antes de uma eventual sentença.

As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo o órgão, a Coordenadoria de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) teria sido usada para pressionar prefeitos a fechar contratos com a editora.

De acordo com a denúncia, vagas em hospitais e exames eram oferecidos como forma de pressionar prefeitos a assinar contratos para a compra de livros paradidáticos. Outro investigado apontado pelo MPMS como um dos chefes do esquema é Heyder Bartz. Ele teve a prisão decretada pela Justiça e continua foragido.

As defesas dos envolvidos negam qualquer irregularidade e afirmam que não houve fraude nas contratações investigadas.

Crimes que os denunciados devem responder:

  • Rossana Paroschi Jafar — organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa;
  • Rhayane Souza Fanaia — organização criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Giovanni Paroschi Jafar — organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Olívia Paroschi Jafar — organização criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Felipe Paroschi Jafar — organização criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Heyder Bartz — organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa;
  • Francisco Anízio dos Santos — organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa;
  • Ed Carlo Britto Burgatt — organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa;
  • Jessyca Duarte Burgatt — organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa;
  • Gabriel Taquino de Paula — organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa;
  • Paulo Rogério de Melo — organização criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Douglas Henrique Melo — organização criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Matheus Oliveira Peixoto — organização criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Joatan Gomes Peixoto — organização criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior — organização criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Valesca Thais Albuquerque Teixeira — organização criminosa e lavagem de dinheiro.

RELEMBRE - Durante a operação realizada na terça-feira em 7 de julho, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) foi às ruas para cumprir 16 mandados de prisão e 43 mandados de busca e apreensão. Ao todo, 15 pessoas foram presas em Campo Grande, Dourados e em uma cidade de Goiás. Um investigado continua foragido. Os agentes também apreenderam mais de R$ 70 mil em dinheiro vivo e cheques já preenchidos.

  • 🔎 O grupo é apontado como uma sucessão familiar do esquema investigado anteriormente na Operação Lama Asfáltica, mantendo modelos similares de atuação sob o comando de Rossana Paroschi Jafar.

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